A Kinross está analisando a possibilidade de prolongar as atividades da mina Morro do Ouro, em Paracatu, Minas Gerais, cuja operação atualmente tem encerramento projetado para 2034. A eventual extensão, porém, ainda está em avaliação e dependerá de uma combinação de fatores econômicos e geológicos.
Entre os pontos que podem influenciar a decisão estão a cotação do ouro, os custos envolvidos na operação e a capacidade de transformar recursos minerais em reservas economicamente aproveitáveis.
A unidade possui atualmente 4,8 milhões de onças de ouro em reservas, além de 3,5 milhões de onças classificadas como recursos medidos e indicados. Os números mostram o potencial ainda existente na região, mas não significam, por si só, que a operação será automaticamente prolongada.
Mina Morro do Ouro enfrenta desafio com baixo teor do minério
Um dos principais obstáculos está na concentração de ouro encontrada no minério. O teor médio é de aproximadamente 0,4 grama por tonelada, o que exige elevado nível de eficiência para que a extração continue sendo economicamente viável.
Diante desse cenário, a Kinross vem investindo em tecnologias capazes de aumentar o aproveitamento do material extraído. A empresa destinou mais de US$ 30 milhões a um sistema de separação por gravidade, desenvolvido para melhorar a recuperação do ouro presente no minério.
Além desse investimento específico, a operação mantém desembolsos recorrentes que variam entre US$ 60 milhões e US$ 100 milhões por ano.
Decisão sobre extensão da operação depende de novos resultados
A possibilidade de manter a mina funcionando depois de 2034 está diretamente ligada à evolução dos estudos e às condições do mercado. Uma eventual transformação de parte dos recursos atualmente identificados em reservas poderá ampliar o horizonte da operação, desde que os números demonstrem viabilidade econômica.
Assim, embora a Morro do Ouro ainda tenha volumes relevantes de ouro identificados, a continuidade da atividade dependerá de quanto desse potencial poderá ser efetivamente convertido em produção de forma competitiva.
O cenário coloca Paracatu diante de uma possível nova etapa para uma das principais operações de ouro da região, mas a definição sobre a extensão da vida útil ainda não está assegurada.


