João Monlevade, cidade que historicamente tem se beneficiado da atividade mineradora, se prepara para novos ganhos com a exploração mineral. O secretário de Planejamento, Fabrício Lopes, destacou recentemente as oportunidades trazidas pela implementação do projeto “Pedra Branca”, que está sendo desenvolvido pela mineradora Bemisa. O investimento está vinculado ao Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (Cefem), e, segundo Lopes, a cidade verá um aumento nos recursos, com boa parte do produto escoado diretamente para o município.
O impacto dos recursos da mineração na economia local
Fabrício Lopes enfatizou que o escoamento dos produtos minerais beneficiará João Monlevade, ao garantir que a cidade seja uma das principais receptoras dos recursos provenientes da exploração. A previsão é que a implementação do projeto traga mais investimentos à região, o que pode impulsionar a economia local e gerar novas oportunidades de desenvolvimento. “Já começou a cair algum recurso, e ele vai para a cidade que receber o produto. Grande parte será escoado para João Monlevade”, afirmou o secretário.
Embora o impacto econômico dos recursos da mineração seja um tema importante para a região, o procurador do município, Hugo Martins, fez questão de destacar que a situação não é semelhante à mudança econômica observada em outras cidades mineiras, como São Gonçalo do Rio Abaixo e Catas Altas. Para ele, o que está em jogo são compensações, não uma transformação radical da economia local.
Martins ressaltou que, ao contrário de outros municípios, João Monlevade não passará por uma alteração abrupta em sua estrutura econômica, mas sim por uma adaptação com a chegada desses novos recursos.
Mineração em Itabira, São Gonçalo e João Monlevade
A exploração mineral da região abrange três cidades: Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo e João Monlevade, sendo Itabira a cidade que concentra a maior parte da extração. As compensações provenientes dessa atividade, conforme argumentado pelo procurador, não devem gerar grandes mudanças econômicas, mas sim atuar como um complemento ao desenvolvimento local.
As compensações financeiras, como o Cefem, devem ser distribuídas entre as três cidades, ajudando a mitigar os impactos ambientais e sociais da mineração na região.


