O debate sobre o futuro de Itabira voltou ao centro das discussões públicas durante um encontro político realizado no município no último sábado. Ao abordar as perspectivas para as próximas décadas, o prefeito Marco Antônio Lage defendeu a necessidade de transformar a riqueza gerada pela atividade mineral em uma base sólida para sustentar a economia local quando as reservas atualmente exploradas forem esgotadas.
A manifestação ocorreu durante o Encontro Regional do PDT e reforçou uma preocupação que acompanha a cidade há anos. Historicamente dependente da mineração, Itabira busca alternativas capazes de garantir emprego, renda e desenvolvimento econômico em um cenário de redução gradual da atividade extrativa.
Mineração exige planejamento para nova realidade econômica
Durante seu pronunciamento, Marco Antônio Lage destacou que o principal desafio está em criar oportunidades para as futuras gerações. Segundo ele, a construção desse novo cenário passa pela diversificação da economia e pela capacidade de atrair novos investimentos para o município.
A estratégia defendida pelo prefeito envolve a criação de um ambiente favorável à instalação de empresas de diferentes segmentos, reduzindo a dependência histórica da mineração e ampliando as possibilidades de crescimento econômico.
Para a administração municipal, a preparação para o período pós-mineração precisa começar antes do encerramento das atividades extrativas, garantindo que a cidade desenvolva novas vocações econômicas e mantenha sua capacidade de gerar empregos.
Escassez hídrica é apontada como um dos principais desafios
Ao tratar dos impactos deixados pela exploração mineral ao longo das últimas décadas, o prefeito destacou a situação dos recursos hídricos como uma das questões mais preocupantes enfrentadas por Itabira.
Segundo Marco Antônio Lage, a atividade minerária provocou alterações significativas nos aquíferos da região, contribuindo para um cenário de escassez que afeta o município há mais de duas décadas.
“A mineração absorve toda a água, todo o lençol freático, rebaixo do lençol freático. Itabira, que era um manancial de água há 45 anos atrás, vive uma escassez hídrica há mais de 20 anos”, disse.
O prefeito também ressaltou que a garantia do abastecimento é considerada essencial para o desenvolvimento econômico local. De acordo com ele, a conclusão das obras de captação de água no Rio Tanque pode representar um marco importante para ampliar a capacidade do município de receber novos empreendimentos.


