Hibernação da Usina do Cauê não afetará arrecadação de Itabira, diz presidente do Sindicato Metabase

Publicado em

O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, tranquilizou a população sobre o impacto econômico da hibernação da usina do Cauê, que já havia sido anunciada pela Vale. De acordo com Viana, a interrupção das atividades na usina não deve resultar em uma queda na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) no município.

A gigante mineradora garantiu que a produção total anual de Itabira, que gira em torno de 30 milhões de toneladas de minério de ferro, será mantida. No entanto, a produção será redistribuída entre as usinas de Conceição, localizadas nas proximidades.

Mudanças na usina do Cauê não trará impacto na arrecadação municipal

Viana explicou que, embora o fechamento da usina do Cauê seja uma grande mudança para a cidade, a redistribuição da produção entre as unidades de Conceição garante que os valores relativos à Cfem não sofrerão redução.

Esse é um alívio para os cofres municipais, visto que a arrecadação proveniente dessa compensação tem um peso significativo no orçamento da cidade, que depende em grande parte da mineração. Com essa medida, a Vale assegura que Itabira continuará recebendo o mesmo valor de compensação financeira, sem gerar prejuízos econômicos para a cidade e seus moradores.

Com a manutenção da produção total e a continuidade dos repasses da Cfem, a expectativa para o ano de 2025 é de que a economia local não seja impactada de forma negativa.

Apesar da hibernação da usina do Cauê, a Vale promete que a situação financeira da cidade não enfrentará dificuldades, o que traz um certo alívio para a população que tem na mineração sua principal fonte de receitas. A redistribuição da produção pode, inclusive, abrir novas oportunidades para as usinas de Conceição, que assumem um papel ainda mais central na operação da mineradora.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica