O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana, tranquilizou a população sobre o impacto econômico da hibernação da usina do Cauê, que já havia sido anunciada pela Vale. De acordo com Viana, a interrupção das atividades na usina não deve resultar em uma queda na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) no município.
A gigante mineradora garantiu que a produção total anual de Itabira, que gira em torno de 30 milhões de toneladas de minério de ferro, será mantida. No entanto, a produção será redistribuída entre as usinas de Conceição, localizadas nas proximidades.
Mudanças na usina do Cauê não trará impacto na arrecadação municipal
Viana explicou que, embora o fechamento da usina do Cauê seja uma grande mudança para a cidade, a redistribuição da produção entre as unidades de Conceição garante que os valores relativos à Cfem não sofrerão redução.
Esse é um alívio para os cofres municipais, visto que a arrecadação proveniente dessa compensação tem um peso significativo no orçamento da cidade, que depende em grande parte da mineração. Com essa medida, a Vale assegura que Itabira continuará recebendo o mesmo valor de compensação financeira, sem gerar prejuízos econômicos para a cidade e seus moradores.
Com a manutenção da produção total e a continuidade dos repasses da Cfem, a expectativa para o ano de 2025 é de que a economia local não seja impactada de forma negativa.
Apesar da hibernação da usina do Cauê, a Vale promete que a situação financeira da cidade não enfrentará dificuldades, o que traz um certo alívio para a população que tem na mineração sua principal fonte de receitas. A redistribuição da produção pode, inclusive, abrir novas oportunidades para as usinas de Conceição, que assumem um papel ainda mais central na operação da mineradora.


