Saiba como contribuir com a nossa pauta, dedicada aos fatos do dia a dia das cidades da mineração e da siderurgia; Contratamos jornalista que atue em Minas Gerias e em outras partes do Brasil

Gerdau conclui expansão de R$ 3,2 bilhões em Miguel Burnier e inicia produção comercial ainda neste trimestre

Publicado em

A Gerdau está na fase final da expansão da mina de Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, um investimento de R$ 3,2 bilhões considerado pela companhia um dos maiores já realizados no Brasil. Após um atraso de cerca de seis meses em relação ao cronograma original, a produção comercial de minério de ferro deverá começar ainda no terceiro trimestre deste ano, segundo informou o diretor financeiro (CFO) da empresa, Rafael Japur.

O projeto encontra-se em fase de testes dos equipamentos e das áreas operacionais. A expectativa é que o minério produzido com qualidade comercial passe a abastecer os altos-fornos da usina da Gerdau em Ouro Branco ainda neste trimestre. O processo de ramp-up, porém, seguirá ao longo de 2027 até que a operação alcance sua capacidade plena.

Com a expansão, a produção de pellet feed aumentará em 5,5 milhões de toneladas por ano. Desse volume, aproximadamente 3,5 milhões de toneladas serão destinadas ao abastecimento da usina de Ouro Branco, enquanto entre 2 milhões e 2,5 milhões de toneladas formarão um excedente disponível para comercialização.

Segundo Japur, atualmente a Gerdau produz entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano em operações próprias. Com Miguel Burnier em plena operação, a companhia alcançará autossuficiência no fornecimento de minério para suas atividades siderúrgicas. Ainda assim, continuará adquirindo determinados tipos de minério e pelotas necessários ao processo produtivo, ao mesmo tempo em que comercializará parte da produção própria.

Excedente poderá abastecer mercado interno e exportações

Embora já mantenha negociações com potenciais compradores, a Gerdau ainda não definiu o destino do excedente de produção. A empresa avalia tanto o mercado doméstico quanto o mercado internacional, mas afirma que a prioridade, neste momento, é concluir a implantação do projeto.

“O nosso foco hoje é entregar o investimento com segurança, dentro do prazo e do orçamento, além de concluir o ramp-up da produção. Depois disso, vamos avançar de forma mais proativa na comercialização desse excedente”, afirmou Rafael Japur.

Redução de custos e menor emissão de carbono

Além de ampliar a produção, a expansão deverá reduzir significativamente os custos operacionais da usina de Ouro Branco. De acordo com a companhia, cerca de 60% do retorno esperado do investimento virá da redução de custos, enquanto os outros 40% serão provenientes da comercialização do minério excedente.

A economia será obtida em duas frentes. A primeira é a substituição do minério atualmente adquirido no mercado por minério próprio, produzido a um custo estimado em cerca de US$ 30 por tonelada entregue em Ouro Branco.

A segunda vantagem está na qualidade do minério extraído em Miguel Burnier, que possui teor de ferro de aproximadamente 65,5%, superior ao dos minérios atualmente comprados pela empresa, cujo teor varia entre 61,5% e 62%.

Segundo a Gerdau, essa melhora na qualidade permitirá reduzir o consumo de coque e carvão mineral nos altos-fornos, diminuindo tanto os custos de produção do aço quanto as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Projeto reforça estratégia de competitividade

Para o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, a expansão de Miguel Burnier representa um marco na estratégia de investimentos da companhia no Brasil e reforça o compromisso com ganhos de eficiência e competitividade.

“Esse investimento em Miguel Burnier é um dos maiores que a Gerdau já fez na história do Brasil. Ele mostra que continuaremos investindo no País, sempre buscando tornar a empresa mais rentável, mais competitiva e mais eficiente em custos”, afirmou.

Segundo Werneck, a estratégia da companhia não é ampliar capacidade produtiva por si só, mas direcionar investimentos para projetos capazes de elevar a competitividade de longo prazo, reduzir custos operacionais e fortalecer a rentabilidade das operações brasileiras.

Matérias Relacionadas

‘As minas estão no Brasil, não em Marte’, diz diretor da Vale sobre o papel da mineração na transição energética

Kennedy Alencar, diretor da Vale, defende a mineração legal como pilar da transição energética e economia verde, destacando a importância do Brasil no fornecimento de minerais essenciais para um futuro sustentável

‘Biossólido Itabira’ irá transformar lodo da Estação de Tratamento de Esgoto Laboreaux em um insumo agrícola

O “Biossólido Itabira”, uma colaboração entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de...

‘Cidadão Legal’ vai emitir mil identidades em João Monlevade durante fim de semana

Todas as informações detalhadas do 'Cidadão Legal' estão disponíveis no site oficial da Câmara e no Instagram @camarajoaomonlevade

‘Festival Fartura Dona Lucinha’ agita cidades de Serro e Conceição do Mato Dentro

Entre os dias 20 e 28 de maio, o "Festival Fartura Dona Lucinha" chega...

últimas Matérias

 Anglo Gold Ashanti tem vagas de estágio para níveis técnico e superior

Vagas se destinam tanto a atuações presenciais quanto híbridas, com carga horária diária de 6 horas; Inscrições podem ser feitas pela internet até 31 de agosto

 Ato em defesa da ANM – servidores protestam pela estruturação da Agência Nacional de Mineração

Servidores da Agência Nacional de Mineração estão com as atividades paralisadas como forma de...

 Cidade das gemas: moradores de Teófilo Otoni vivem terror com guerra entre facções criminosas

Bandidos trocaram tiros com a Polícia na noite desta quinta-feira; PCC e Comando Vermelho vêm amedrontando moradores da cidade nas últimas semanas

 Funcionários dos Correios desistem de greve na véspera da Black Friday

Servidores cogitavam paralisação para reivindicar correções em Acordo Coletivo e melhores condições de trabalho, mas desistiram da ideia após terem pedidos considerados pelos Correios