Durante sessão recente da Câmara Municipal de Sabará, o vereador Alan da Vila fez um pronunciamento sobre a atuação da mineradora AngloGold Ashanti na cidade. Segundo ele, entre 8 e 10 toneladas de ouro foram extraídas do solo sabarense nos últimos meses, sem que houvesse, por outro lado, investimentos sociais proporcionais no município.
“Temos uma empresa aqui que explora o nosso solo e não demonstra compromisso com nossa cidade”, afirmou o parlamentar, destacando o contraste entre os lucros gerados pela atividade e a falta de retorno para a comunidade local.
Alan relembrou ainda que, em maio, a empresa pagou influenciadores digitais e veículos de mídia para divulgar sua operação, sem mencionar os impactos ambientais e sociais que a atividade causa. “Sabará continua sendo o território da mineração, da exploração… das nossas riquezas vendidas enquanto a cidade fica com os túneis vazios”, disse.
Investimentos em Nova Lima, silêncio em Sabará
Outro ponto levantado pelo vereador foi o recente anúncio da AngloGold de um investimento de R$ 15 milhões em projetos sociais – mas direcionados ao município de Nova Lima, onde a empresa mantém sua sede administrativa. “E Sabará, que é onde se localiza a mina? Nenhum centavo anunciado aqui. Mais uma vez ficamos com as mazelas e o prejuízo de uma cidade explorada desde a sua fundação”, criticou.
O parlamentar ainda usou metáforas fortes para descrever o possível futuro da cidade. Segundo ele, ao fim das atividades da mineradora, Sabará pode se tornar apenas “um grande cenário de caverna”, referência aos túneis deixados pela retirada de minério: “A única coisa que vai sobrar são buracos. Seremos lembrados talvez como locação de filmes de fantasia, como a Caverna do Dragão ou Senhor dos Anéis”.


