Um estudo recém-divulgado pelo IPEAD, ligado à UFMG, e encomendado pela AMIG Brasil, apontou que cidades impactadas pela mineração enfrentam um custo de vida elevado, apesar dos investimentos do setor mineral. A pesquisa preenche uma lacuna importante para a elaboração de políticas públicas mais eficazes que atendam às necessidades dessas comunidades.
Impactos sociais e econômicos do custo elevado
De acordo com o consultor Waldir Salvador, o estudo oferece informações essenciais para que gestores públicos possam planejar ações que promovam justiça fiscal e melhorem a qualidade de vida local.
Em Parauapebas (PA), por exemplo, o custo de vida pode ser até 30% maior que em municípios semelhantes sem mineração, dificultando a vida especialmente de famílias com renda de até dois salários mínimos.
Desafios para o serviço público e o futuro pós-mineração
O levantamento também alerta para a pressão sobre os serviços públicos, que precisam ampliar investimentos em saúde, educação e infraestrutura para lidar com a desigualdade gerada pela atividade mineral. Waldir Salvador destaca ainda o risco de cidades mineradoras enfrentarem dificuldades econômicas quando a exploração mineral se encerrar, o que torna urgente a incorporação desses dados nos processos de licenciamento ambiental e compensações socioambientais.
A íntegra do estudo será divulgada em breve pela AMIG Brasil, oferecendo um importante instrumento para o planejamento e desenvolvimento sustentável dos municípios mineradores.


