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CSN Mineração responde a questionamentos sobre projeto em Congonhas e nega impactos à comunidade quilombola

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A CSN Mineração, uma das maiores exportadoras de ferro do Brasil, se posicionou sobre as preocupações levantadas pela comunidade quilombola de Santa Quitéria, em Congonhas (MG), em relação ao projeto de pilhas de rejeito de minério que a mineradora está desenvolvendo na região. Em resposta aos questionamentos enviados pela Cidades & Minerais, a assessoria de imprensa da empresa forneceu detalhes sobre a segurança do projeto e as ações de mitigação para evitar impactos ambientais e sociais, reafirmando o compromisso com a sustentabilidade e o diálogo com as comunidades afetadas.

Distância da comunidade e impactos no modo de vida local

A CSN Mineração se defendeu das alegações de que o projeto de pilhas de rejeito poderia afetar a comunidade quilombola de Santa Quitéria. Segundo a empresa, a área onde será implementado o projeto “Pilha de Rejeitos Sul Maranhão” está situada a mais de 1,3 km da comunidade. A mineradora garantiu que o local foi estrategicamente escolhido, já que a pilha de rejeitos ficará em um vale oposto à comunidade, protegido por um morro natural. De acordo com a assessoria, “não será possível avistar a pilha de rejeitos a partir da comunidade”.

A CSN também enfatizou que a vegetação nativa existente entre a pilha e a comunidade será preservada e que o projeto inclui o plantio de árvores para formar uma “cortina arbórea”, protegendo ainda mais a área de possíveis impactos. “O projeto foi planejado para garantir um distanciamento seguro, sem afetar o modo de vida e a identidade cultural da comunidade”, disse a empresa.

CSN disse que vai prezar por segurança do projeto e estudos geotécnicos

Outro ponto crucial levantado pela comunidade foi a segurança do projeto, especialmente em relação à possibilidade de ruptura das pilhas de rejeito. A CSN Mineração esclareceu que estão sendo realizados estudos geotécnicos e de engenharia, conduzidos por empresas especializadas, para garantir a estabilidade das pilhas. A empresa informou que os estudos envolvem, inclusive, cenários hipotéticos de ruptura, embora tenha afirmado que esses eventos são altamente improváveis.

Segundo a empresa, “mesmo nos cenários mais extremos, não há possibilidade de impactos sobre a comunidade”. A CSN também garantiu que não está prevista nenhuma interferência nas vias de acesso à comunidade, que permanecerão inalteradas.

Processo de licenciamento ambiental e participação popular

A assessoria de imprensa da CSN Mineração também detalhou como será conduzido o processo de licenciamento ambiental do projeto. A empresa destacou que, como parte da fase inicial do empreendimento, está sendo realizada a elaboração de estudos sobre os impactos ambientais e sociais. Esses estudos serão fundamentais para o licenciamento e serão realizados por uma empresa independente.

A CSN assegurou que as comunidades afetadas, incluindo a de Santa Quitéria, terão ampla participação nas etapas do licenciamento. “Haverá a realização de audiências públicas para garantir a transparência do processo e permitir a participação das comunidades locais”, afirmou a empresa. A mineradora também se comprometeu a adotar todas as medidas necessárias para mitigar impactos negativos, equilibrando a preservação ambiental e os compromissos sociais.

A CSN Mineração aproveitou para reforçar seu compromisso com as comunidades tradicionais, como a de Santa Quitéria, garantindo que a empresa respeita a autodeterminação dessas comunidades e cumpre rigorosamente as leis que protegem os territórios quilombolas. “Reafirmamos que respeitamos integralmente os direitos das comunidades tradicionais, bem como os marcos legais que garantem a proteção de territórios quilombolas”, afirmou a assessoria da empresa.

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