A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) apresentou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais os detalhes de seus novos projetos na cidade de Congonhas, com destaque para a lavra na Serra do Esmeril e a instalação da pilha de estéril Batateiro 4. Segundo a empresa, as iniciativas têm como principal objetivo preservar o atual nível de produção da tradicional Mina Casa de Pedra, sem necessidade de expandir a atividade para outras áreas da região.
CSN promete operação com tecnologia e foco ambiental
Um dos principais diferenciais apontados pela CSN é o modelo de lavra em tiras, uma técnica que permite a revegetação simultânea às operações de extração. De acordo com a mineradora, essa abordagem reduziria os impactos ambientais, especialmente nas nascentes próximas.
Para reforçar o compromisso ambiental, a companhia anunciou o uso de sensores, drones e barreiras vegetais para controlar a emissão de poeira. Outro argumento apresentado foi a distância da comunidade mais próxima, que está a mais de 2 quilômetros dos locais de operação, o que contribuiria para minimizar o impacto sonoro.
Além da preocupação ambiental, a CSN destacou sua importância econômica para Congonhas e para o estado de Minas Gerais. Atualmente, a empresa mantém cerca de 10 mil empregos diretos na região e repassou aproximadamente R$ 7 bilhões ao Estado ao longo dos últimos quatro anos. A mineradora defende que sua presença tem sido fundamental para o desenvolvimento local e regional.
Debate público e fiscalização prometem acompanhar o processo
Apesar das promessas, representantes da sociedade civil e ambientalistas manifestaram preocupações durante a audiência pública, apontando riscos sociais e ecológicos das novas operações. Em resposta, a CSN afirmou que todos os processos serão conduzidos com responsabilidade, seguindo protocolos de transparência e diálogo com a população.
Parlamentares presentes reforçaram a necessidade de fiscalização rigorosa, ressaltando que, apesar da importância da mineração para a transição energética no país, os critérios ambientais devem ser prioridade. A audiência completa está disponível para consulta no canal oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais no YouTube.


