Povos e comunidades tradicionais afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, poderão participar da escolha de representantes para acompanhar as ações de reparação relacionadas ao Rio Doce. O processo está aberto a diferentes grupos atingidos pelo desastre de 2015.
As inscrições para os interessados em participar seguem até 17 de setembro. A iniciativa busca ampliar a participação das comunidades tradicionais nas discussões e no acompanhamento das medidas previstas no processo de reparação.
Quem pode participar da seleção
Podem se candidatar representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais que tenham sido impactados pelo rompimento da barragem.
Para participar, é necessário cumprir alguns critérios. O candidato precisa residir em um dos municípios atingidos que estejam contemplados pelo acordo de reparação, integrar um povo ou comunidade tradicional e se reconhecer como pessoa atingida pelo desastre ocorrido em 2015.
A possibilidade de indicação permite que moradores diretamente afetados tenham participação no acompanhamento das ações destinadas à recuperação da região atingida pelo rompimento.
Participação no acompanhamento da reparação
O desastre de Mariana provocou impactos ao longo da bacia do Rio Doce e atingiu comunidades em diferentes municípios. Desde então, medidas de reparação vêm sendo discutidas e implementadas para lidar com os efeitos provocados pelo rompimento da barragem.
A inclusão de representantes de povos e comunidades tradicionais no acompanhamento dessas ações busca garantir que as particularidades e demandas desses grupos sejam consideradas durante o processo.
Os interessados que atendam aos critérios estabelecidos têm até 17 de setembro para realizar a inscrição e participar do processo de escolha dos representantes.


