A mineração de minerais estratégicos no Pará pode ganhar uma nova frente de processamento com um investimento superior a US$ 660 milhões. A Bravo Mining recebeu autorização para instalar uma unidade na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, estrutura que deverá receber a produção mineral extraída de Curionópolis, na região de Carajás.
O projeto prevê a construção de uma planta destinada ao processamento de diferentes minerais considerados estratégicos para a indústria, ampliando a estrutura da empresa no estado e aproximando a etapa de beneficiamento de uma região com forte infraestrutura logística.
Minerais estratégicos serão processados em Barcarena
A futura unidade deverá trabalhar com níquel, cobre, ouro, platina, paládio e ródio, todos provenientes do depósito de Luanga, localizado em Curionópolis.
O cronograma apresentado pela empresa indica que as obras devem começar em 2027, com previsão de início das atividades industriais no ano seguinte. Apenas a instalação em Barcarena deverá consumir aproximadamente US$ 170 milhões.
A localização foi escolhida levando em conta características consideradas importantes para a operação, como a infraestrutura industrial existente, a proximidade com o porto e as condições favoráveis para o escoamento da produção destinada ao mercado externo.
Projeto em Carajás amplia valor do investimento
Além dos recursos destinados à fábrica em Barcarena, a Bravo Mining planeja aplicar outros US$ 495 milhões na operação mineral de Luanga, em Curionópolis.
Com a soma dos dois projetos, o aporte previsto pela companhia ultrapassa a marca de US$ 660 milhões, distribuídos entre a estrutura de processamento e as atividades relacionadas à operação mineral.
O projeto cria uma conexão direta entre a área de extração em Carajás e uma unidade instalada em uma zona voltada ao comércio exterior, combinando produção mineral, processamento e logística em diferentes pontos do Pará.


