O Brasil pode não ser o líder global na produção de urânio, mas possui um dos maiores depósitos desse mineral no mundo. A mina Lagoa Real, localizada em Caetité, na Bahia, é a única em operação no país e tem se destacado no mercado internacional.
Lagoa Real: potencial de 400 toneladas de urânio por ano
Com capacidade para gerar cerca de 400 toneladas de urânio anualmente, a mina de Lagoa Real tem atraído a atenção de investidores globais. As reservas totais do mineral na região são impressionantes: estimam-se em 99,1 mil toneladas, o que coloca o Brasil em uma posição estratégica no cenário energético mundial.
Embora o país não consiga competir com grandes produtores de urânio como o Cazaquistão, Canadá e Austrália, o Brasil ocupa a sétima posição mundial em reservas do metal, conforme dados da Associação Nuclear Mundial (WNA). Isso demonstra a relevância do Brasil no setor energético e o potencial para expandir sua atuação na exploração desse recurso, essencial para a indústria de energia nuclear.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) tem trabalhado ativamente para melhorar as pesquisas sobre o urânio no país, com foco no aprimoramento das técnicas de extração e no fortalecimento da indústria nuclear. O interesse crescente pelo urânio brasileiro é um reflexo do papel crescente desse mineral na geração de energia limpa e sustentável ao redor do mundo.


