Desde 22 de outubro, a aldeia Córrego D’Ouro, localizada no Espírito Santo, realiza a interdição do ramal Piraqueaçu da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que conecta a ferrovia à região portuária de Aracruz. O bloqueio é uma ação dos índios da região, que exigem a indenização da Samarco pelos danos causados pelo rompimento das barragens de Mariana, em novembro de 2015.
Impactos econômicos e logísticos pelo bloqueio na Estrada de Ferro Vitória-Minas
Este protesto não é um caso isolado: o ramal da Estrada de Ferro Vitória-Minas já sofreu outras interdições no passado, com a estrutura permanecendo fechada por até três meses em algumas ocasiões. O bloqueio tem gerado prejuízos imediatos e pode resultar em impactos duradouros para a logística e a economia local.
O ramal Piraqueaçu é crucial para o escoamento de celulose das fábricas Cenibra e LD Celulose, situadas em Minas Gerais. Ambas as fábricas escoam sua produção através do Portocel, em Barra do Riacho, com o transporte ferroviário sendo o principal meio utilizado. Com a interrupção do ramal, o transporte de celulose precisa ser feito por caminhões, o que aumenta os custos logísticos em até 30%.
Apesar do aumento no custo do transporte, a eficiência das entregas não pode ser recuperada, o que afeta diretamente a competitividade das empresas que usam a Estrada de Ferro Vitória-Minas.


