A Emicon Mineração e Terraplenagem ainda não atendeu integralmente às exigências legais relacionadas à barragem B1A, que continua a gerar apreensão na região de Brumadinho. A instabilidade da estrutura, identificada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), coloca em risco a população local, especialmente em um período de chuvas intensas, que aumentam os perigos para a área metropolitana de Belo Horizonte.
Ação da ANM e da Justiça
Em julho de 2025, o nível de emergência da barragem foi elevado de 1 para 2, um indicativo de que a estrutura está em situação de risco significativo. A medida, que foi tomada pela ANM, se seguiu à constatação de que a estabilidade da barragem estava marginal, exigindo ações emergenciais imediatas. Além disso, a Justiça de Minas Gerais determinou que a mineradora tomasse providências para garantir a segurança da barragem e das outras estruturas da empresa na cidade.
Mesmo após um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o histórico recente da Emicon e a falta de cumprimento total das obrigações continuam a ser um alerta para as autoridades e a população de Brumadinho, que ainda carrega as cicatrizes do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, que em 2019 causou a morte de 272 pessoas.
Preocupação com a segurança das famílias em Brumadinho
A Prefeitura de Brumadinho, por meio de sua Defesa Civil e da Secretaria de Segurança Pública, segue de perto os desdobramentos do caso. Em nota, a administração municipal destacou que continua pressionando a mineradora para que cumpra todas as obrigações, com ênfase nas medidas de segurança e suporte às famílias afetadas.
As autoridades municipais também pedem mais atenção ao custeio e à assistência social, além do acompanhamento constante das áreas de risco, como a Zona de Autossalvamento, criando um cenário de tensão em Brumadinho, onde a tragédia do rompimento de 2019 ainda está fresca na memória dos moradores.


