A Vale estima que sua divisão de metais básicos, a Vale Base Metals (VBM), poderá responder por cerca de 30% a 35% do Ebitda consolidado até 2035. Atualmente, a participação projetada para 2025 é de 22%.
Crescimento consistente ao longo da década
Segundo o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, Marcelo Bacci, a subsidiária já vem ampliando sua relevância: saiu de 10% do Ebitda em 2024 e deve alcançar aproximadamente 26% em 2026.
As estimativas consideram cenários de longo prazo para commodities como cobre, níquel e ouro, com base em projeções de analistas atualizadas até fevereiro de 2026, além das expectativas de produção da companhia.
Estratégia de transformação e geração de valor
De acordo com Bacci, o crescimento da VBM está ligado a uma reconfiguração estratégica das operações da empresa, com foco em geração de valor e potencial de valorização no mercado. A avaliação foi apresentada durante encontro com investidores em Toronto.
A Vale prevê quase dobrar a produção de cobre, passando de 382 mil toneladas em 2025 para cerca de 700 mil toneladas em 2035. Já o níquel deve crescer de 177 mil toneladas em 2025 para algo entre 210 mil e 250 mil toneladas até 2030.
Geração de caixa deve ganhar força já em 2026
A mineradora também projeta que o fluxo de caixa livre da VBM em 2026 ficará entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão, reforçando o papel estratégico da divisão no portfólio da companhia nos próximos anos.


