Dois dias após o anúncio da aquisição da Teck Resources pela Anglo American, em uma transação que cria uma gigante de mais de US$ 50 bilhões, a Vale reconheceu que precisa acelerar seus passos no mercado do cobre. O presidente da companhia, Gustavo Pimenta, admitiu que a mineradora brasileira “ficou para trás na corrida” diante da movimentação de concorrentes, mas ressaltou que a prioridade será desenvolver os ativos próprios em vez de buscar novas fusões e aquisições.
Potencial de crescimento e novos projetos da Vale nos próximos anos
Segundo Pimenta, a aposta da Vale é explorar a força de seu portfólio mineral. O executivo destacou que projetos estratégicos localizados no Sistema Norte, como Alemão e Bacaba, serão acelerados. A meta é ampliar a capacidade de produção de cobre, hoje em torno de 350 mil toneladas anuais, para o dobro até 2035.
No início do ano, a mineradora já havia anunciado R$ 70 bilhões em investimentos na Amazônia até 2030, destinados a minério de ferro e cobre, reforçando o compromisso de ampliar a participação no mercado global.
A Vale também revisou para baixo sua projeção de aportes em 2025. O novo patamar está entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, contra a previsão anterior de US$ 5,9 bilhões. Pimenta esclareceu que a redução não representa cortes nos projetos, mas sim ganhos de eficiência obtidos pela empresa, especialmente nas áreas de cobre e níquel.


