Uma das gemas mais cobiçadas do mundo voltará a ocupar posição de destaque no mercado internacional de joias. A turmalina Paraíba será uma das grandes protagonistas do leilão New York Jewels, promovido em Nova York no próximo dia 10 de junho, com cinco peças figurando entre os lotes mais valiosos da disputa.
A presença da pedra preciosa reforça sua reputação como uma das gemas de maior raridade e valorização do setor, atraindo a atenção de colecionadores e investidores de diferentes países.
Turmalina Paraíba lidera ranking dos lotes mais valiosos
O item de maior destaque da venda é um anel produzido em platina e ouro amarelo 18 quilates, que traz ao centro uma impressionante turmalina de 31,77 quilates extraída em Moçambique. A joia recebe acabamento com diamantes e outras pedras preciosas que ampliam ainda mais sua sofisticação.
A peça lidera toda a seleção do leilão e possui valor estimado entre US$ 550 mil e US$ 650 mil.
Outra joia de grande relevância é um pingente confeccionado em ouro branco, adornado por uma turmalina Paraíba brasileira lapidada em formato de pera, com 5,86 quilates. Cercada por diamantes, a peça foi posicionada entre os lotes mais valorizados do evento, com expectativa de venda entre US$ 200 mil e US$ 300 mil.
Também figuram na lista um anel com uma turmalina de 9,30 quilates oriunda de Moçambique, estimado entre US$ 80 mil e US$ 120 mil, além de um par de brincos composto por turmalinas que somam aproximadamente 14 quilates, com valor previsto entre US$ 60 mil e US$ 80 mil.
Fechando o grupo está uma criação da Tiffany & Co., desenvolvida em platina e ouro amarelo 18 quilates, com uma turmalina Paraíba de 7,08 quilates e diamantes lapidados. A joia possui estimativa entre US$ 50 mil e US$ 60 mil.
Origem brasileira transformou a gema em objeto de desejo mundial
A história da turmalina Paraíba começou no Brasil, em 1989, quando a pedra foi identificada pela primeira vez no estado da Paraíba. Sua tonalidade intensa, que varia entre o azul vibrante e o verde luminoso, rapidamente despertou o interesse do mercado internacional.
A coloração singular é resultado da presença de cobre em sua composição mineral, característica que diferencia a gema de outras variedades de turmalina encontradas ao redor do mundo.
Com o passar dos anos, novas jazidas contendo pedras de características semelhantes foram descobertas em países africanos, como Moçambique e Nigéria, além da Etiópia. Apesar disso, os exemplares extraídos em território brasileiro continuam sendo considerados os mais raros e valorizados do mercado.
A escassez das reservas originais contribuiu para aumentar ainda mais o prestígio da gema. Atualmente, muitas das pedras provenientes das primeiras extrações encontram-se em coleções particulares e instituições museológicas, tornando sua aparição em negociações internacionais um acontecimento relevante para o setor de joias e gemas preciosas.


