sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Terras raras entram no centro do debate no Rio com seminário nos dias 1º e 2 de julho

Seminário no Rio debate terras raras e reúne especialistas para discutir como transformar reservas brasileiras em produção e protagonismo industrial

Por Raquel Luciano11 de abril de 2026 · 05:26Leitura de 2 min
Seminário no Rio debate terras raras e reúne especialistas para discutir como transformar reservas brasileiras em produção e protagonismo industrial
Imagem: C&M – Seminário no Rio debate terras raras e reúne especialistas para discutir como transformar reservas brasileiras em produção e protagonismo industrial

O Rio de Janeiro será palco de um dos principais encontros nacionais sobre minerais estratégicos com a realização do VII Seminário Brasileiro de Terras-Raras (VII SBTR), nos dias 1º e 2 de julho de 2026. O evento acontece no auditório do Centro de Tecnologia Mineral e reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor produtivo.

A iniciativa é promovida pelo CETEM em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação e a Financiadora de Estudos e Projetos, com o objetivo de ampliar o debate sobre o papel das terras raras no desenvolvimento tecnológico e industrial do país.

Evento discute caminhos para transformar potencial em produção

A programação do seminário foi estruturada para abordar diferentes etapas da cadeia produtiva das terras raras, desde o conhecimento geológico até a transformação em produtos de alto valor agregado.

Entre os principais temas em debate estão o avanço dos estudos geológicos, projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados ao processamento mineral e os desafios para consolidar empreendimentos no Brasil. Também serão discutidas políticas públicas e instrumentos de incentivo capazes de fortalecer o setor.

Minerais estratégicos ganham importância global

As terras raras são consideradas essenciais para tecnologias de alto desempenho, com aplicações que vão desde a indústria de defesa até equipamentos médicos e soluções voltadas à transição energética.

Esse cenário tem ampliado o interesse global por esses minerais, especialmente diante da necessidade de diversificar cadeias produtivas e garantir segurança no fornecimento.

Brasil tem grande reserva, mas baixa produção

Apesar de possuir cerca de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras — o que representa aproximadamente 25% das reservas mundiais — o Brasil ainda participa com menos de 1% da produção global.

O dado evidencia um descompasso entre o potencial geológico do país e sua capacidade industrial, tema que deve concentrar parte das discussões durante o evento.

Seminário busca impulsionar protagonismo nacional

Uma das principais questões que orientam o encontro é justamente como transformar esse potencial em protagonismo no cenário internacional. A expectativa é que o seminário contribua para alinhar estratégias entre governo, academia e setor produtivo.

A realização do VII SBTR reforça o papel do Brasil no debate global sobre minerais críticos e aponta para a necessidade de avanços estruturais na cadeia de valor das terras raras.