A recente tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros pode causar sérios impactos em toda a cadeia produtiva do setor de rochas, afetando desde os mineradores de Minas Gerais até as indústrias do Espírito Santo, que são os principais polos de processamento de rochas no Brasil. Enquanto as entidades do setor buscam uma solução, o medo de consequências severas cresce caso a tarifa não seja revertida.
Impacto direto nas exportações de rochas para os EUA e impacto em Minas
Os Estados Unidos representam o maior mercado para as rochas brasileiras, absorvendo mais da metade das exportações do setor. O Brasil, que é o principal fornecedor de rochas para o país, exporta principalmente chapas de materiais pétreos, produtos beneficiados e de alto valor agregado. A imposição de tarifas elevadas pode comprometer essa relação comercial estratégica, principalmente porque os produtos mais procurados pelos norte-americanos são os de maior valor agregado, que podem sofrer redução nas vendas devido ao aumento do custo final.
No primeiro semestre de 2025, Minas Gerais exportou para os Estados Unidos US$ 8 milhões em rochas naturais. Embora esse número pareça significativo, ele representa apenas 1,9% de todas as exportações brasileiras para os EUA, conforme dados fornecidos pelo presidente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), Tales Machado. Esse baixo percentual é reflexo do perfil das importações norte-americanas, que preferem produtos mais beneficiados e processados.
Possíveis consequências e soluções para o setor
A tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos pode afetar a competitividade das rochas brasileiras no mercado internacional, prejudicando a economia local e afetando o emprego e a renda de trabalhadores no setor. Com isso, as entidades que representam o setor estão articulando medidas para reverter a situação, ao mesmo tempo em que se preparam para enfrentar os desafios econômicos que podem surgir caso a tarifa seja mantida.
O impacto será sentido principalmente por mineradoras e indústrias localizadas em Minas Gerais e Espírito Santo, que dependem da exportação para os Estados Unidos. O setor espera que o governo brasileiro e as autoridades comerciais possam atuar para reverter a imposição dessa tarifa, que representa uma ameaça ao equilíbrio do mercado de rochas naturais.


