O setor de mineração tem se consolidado como um dos maiores consumidores de energia no mercado livre, com uma grande concentração de empresas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela plataforma ePowerBay, com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia elétrica se apresenta como um insumo estratégico crucial para a competitividade de setores de alta intensidade energética, como o de mineração, metalurgia e petroquímica.
Mineração e mercado livre de energia: uma tendência crescente
O estudo destaca que as cadeias de mineração e metalurgia são algumas das que mais têm migrado para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde as empresas podem negociar diretamente com fornecedores de energia, sem a intermediação das distribuidoras tradicionais. Esse movimento se tornou cada vez mais natural para empresas do setor que buscam reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade.
Um exemplo claro desse movimento no setor de mineração é a mineradora Xilolite, localizada em Brumado, na Bahia. A empresa, que atua no mercado de talco e magnesita, optou por migrar para o mercado livre de energia em janeiro de 2024. Desde então, a companhia obteve resultados expressivos, com uma redução de cerca de 25% nos custos mensais com energia. Além disso, a mudança permitiu à Xilolite eliminar a dependência dos geradores a diesel, cujos custos são três a quatro vezes mais elevados do que a energia adquirida por meio do novo modelo de contratação.
A migração para o mercado livre de energia tem se mostrado vantajosa para as empresas de mineração, que se beneficiam de condições mais competitivas e flexibilidade na negociação dos contratos de fornecimento de energia. Ao adotar essa estratégia, as empresas conseguem garantir uma gestão mais eficiente de seus custos, melhorar sua rentabilidade e se tornar mais resilientes às flutuações de preços da energia elétrica.


