A mineradora Serra Verde esclareceu que, apesar do financiamento de US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 2,91 bilhões) obtido junto à Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), o governo dos Estados Unidos não terá qualquer tipo de representação no conselho da empresa.
Serra Verde reforça autonomia e continuidade da gestão independente
A Serra Verde deixou claro durante entrevista ao Jornal Opção, que a DFC, ao realizar esse investimento, não terá direito de nomear diretores ou exercer qualquer tipo de controle sobre as decisões da empresa. Em um comunicado oficial, a mineradora garantiu que a sua estrutura de governança seguirá sendo totalmente independente, sem interferência direta de governos.
“A Serra Verde é, e continuará sendo, uma empresa independente, não controlada por nenhum governo”, afirmou a companhia. Com esse esclarecimento, a mineradora busca evitar especulações sobre a influência de entidades externas em sua gestão e manter a confiança do mercado e de seus acionistas.
Investimento estratégico para expansão e fortalecimento da produção
O financiamento faz parte de um plano mais amplo de crescimento da Serra Verde, que visa aumentar sua capacidade produtiva e expandir suas operações no Brasil. A mineradora, conhecida por ser a única produtora em larga escala de terras raras pesadas fora da Ásia, tem como objetivo alcançar a produção de 6.500 toneladas de Óxido Total de Terras Raras (TREO) até 2027.
Esses recursos serão utilizados, principalmente, para refinanciar dívidas em condições mais favoráveis e impulsionar a expansão das operações da empresa. A Serra Verde está focada em aumentar a produção de minerais como disprósio e térbio, essenciais para indústrias de alta tecnologia, como automotiva, médica, energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial.


