A Samarco recebeu uma avaliação mais favorável de sua capacidade financeira. A Moody’s Ratings elevou a classificação de risco da mineradora para B1 e manteve a perspectiva como estável, em uma análise divulgada na última quinta-feira (3).
A mudança ocorre após a empresa apresentar evolução operacional e fortalecimento na geração de caixa. Para a agência, os resultados recentes indicam uma situação financeira mais previsível, especialmente depois do avanço da produção.
O rating é utilizado pelo mercado para medir o risco de crédito de uma companhia e sua capacidade de cumprir compromissos financeiros. Quanto melhor a classificação, menor tende a ser a percepção de risco por parte de investidores e credores.
Samarco ganha confiança com aumento da produção
Segundo a Moody’s, um dos principais fatores por trás da revisão da nota foi a ampliação da escala operacional da empresa. A agência também considerou o desempenho da geração de caixa, que passou a apresentar maior força e previsibilidade.
Nesse cenário, teve importância a conclusão do ramp-up do Momento 2, etapa voltada à estabilização das operações e ao aumento gradual da produção. O processo foi finalizado em julho de 2025 e passou a contribuir para uma operação em escala mais elevada.
A avaliação positiva indica que a companhia conseguiu avançar em sua recuperação operacional, criando condições consideradas mais favoráveis para a geração de recursos.
Reparação de Mariana também entra na avaliação
Outro ponto considerado pela Moody’s foi a maior clareza sobre os compromissos financeiros que a Samarco ainda terá de cumprir relacionados à reparação e às compensações decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
A visibilidade sobre esses desembolsos futuros é relevante para a avaliação financeira da companhia, já que as obrigações relacionadas ao desastre representam uma parcela importante dos compromissos que precisam ser administrados pela empresa.
Com a elevação para B1 e perspectiva estável, a Samarco passa a contar com uma avaliação de risco mais favorável em um momento de avanço operacional e de maior previsibilidade sobre suas obrigações financeiras.


