sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Governo do RS prepara privatização da Companhia Riograndense de Mineração

Companhia Riograndense de Mineração deve entrar em processo de privatização no Rio Grande do Sul, com recursos destinados à transição energética e ao desenvolvimento de novas atividades económicas nas regiões do carvão

Por Raquel Luciano2 de julho de 2026 · 06:45Leitura de 2 min
Companhia Riograndense de Mineração deve entrar em processo de privatização no Rio Grande do Sul, com recursos destinados à transição energética e ao desenvolvimento de novas atividades económicas nas regiões do carvão.
Imagem: Divulgação – Companhia Riograndense de Mineração deve entrar em processo de privatização no Rio Grande do Sul, com recursos destinados à transição energética e ao desenvolvimento de novas atividades económicas nas regiões do carvão.

O governo do Rio Grande do Sul pretende dar início ao processo de privatização da Companhia Riograndense de Mineração (CRM), estatal responsável pela exploração de carvão mineral no Estado. A proposta foi anunciada pelo governador Eduardo Leite, que defende a utilização dos recursos obtidos com a venda da empresa para impulsionar a transição energética e estimular novas oportunidades económicas nas regiões dependentes da atividade carbonífera.

A expectativa do Executivo estadual é iniciar os trâmites ainda este ano, embora a conclusão do processo possa ocorrer apenas durante a próxima gestão.

Companhia Riograndense de Mineração será peça na transição energética

Durante um evento dedicado ao debate sobre novas fontes de energia, realizado em Porto Alegre, Eduardo Leite afirmou que a estatal ainda possui valor de mercado devido à continuidade da exploração do carvão pelos próximos anos.

“O Estado deve encaminhar a privatização dessa empresa. Ela tem um valor justamente porque a exploração ainda perdura por alguns anos”, afirmou.

Segundo o governador, o objetivo não é apenas alienar um ativo público, mas criar um fundo capaz de apoiar a transformação económica dos municípios que hoje dependem da mineração de carvão. O dinheiro obtido com a operação deverá servir como “instrumento de fomento a novas economias nessas localidades para que essas pessoas possam migrar para novas atividades econômicas, e que a desativação não deixe ninguém para trás”.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 80% das reservas brasileiras de carvão mineral, tornando-se a principal região produtora desse recurso no país.

Contrato da usina em Candiota reforça plano de privatização

O governo estadual informou que o avanço da proposta ganhou força após a autorização do governo federal para a renovação do contrato da usina termelétrica a carvão localizada em Candiota, empreendimento pertencente à Âmbar Energia, do Grupo J&F.

Com a extensão do contrato até o final de 2040, a operação da usina passa a contar com maior previsibilidade financeira, cenário que também tende a fortalecer a atratividade da Companhia Riograndense de Mineração para futuros investidores.

Embora espere que a privatização seja finalizada até o próximo ano, Eduardo Leite reconheceu que o calendário pode levar a conclusão da operação para a administração seguinte. Mesmo assim, afirmou não considerar esse fator um obstáculo ao projeto.