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Operação Rejeito aguarda decisão do TRF6 após indiciamento de 34 pessoas pela PF

Operação Rejeito aguarda decisão do TRF6 sobre pedido da PF para desmembrar processo após indiciamento de 34 pessoas e ampliar investigações

Por Raquel Luciano14 de agosto de 2026 · 16:25Leitura de 2 min
Operação Rejeito aguarda decisão do TRF6 sobre pedido da PF para desmembrar processo após indiciamento de 34 pessoas e ampliar investigações
Imagem: C&M – Operação Rejeito aguarda decisão do TRF6 sobre pedido da PF para desmembrar processo após indiciamento de 34 pessoas e ampliar investigações

Quase dois meses depois de a Polícia Federal concluir o relatório da Operação Rejeito e indiciar 34 pessoas, o caso ainda depende de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) para avançar para a próxima etapa.

A Corte avalia um pedido da própria PF para dividir o processo em diferentes frentes. A intenção é permitir que o núcleo principal da investigação siga para processamento enquanto novas apurações envolvendo outros fatos e pessoas citadas ocorram separadamente.

Operação Rejeito pode ter novas frentes de investigação

Caso o TRF6 aceite o desmembramento, a Polícia Federal poderá abrir novos inquéritos para aprofundar as apurações sobre possíveis envolvidos no esquema investigado. A separação também permitiria investigar, de maneira independente, outras irregularidades que possam surgir a partir das provas já reunidas.

A primeira fase da operação foi deflagrada em setembro do ano passado, quando mais de 100 mandados foram cumpridos pela PF.

A divisão das investigações também poderia facilitar o compartilhamento de informações e provas com órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), a Receita Federal e o Ministério Público Estadual. Com isso, eventuais procedimentos administrativos e disciplinares poderiam tramitar sem depender do andamento de todas as demais diligências.

Pessoas que acompanham o caso avaliam que a medida ajudaria a evitar que as novas linhas de investigação atrasassem a parte já concluída, que resultou no indiciamento das 34 pessoas.

Foro de novos investigados pode influenciar andamento

Outro ponto considerado no processo é a possibilidade de surgirem investigados com direito a foro por prerrogativa de função. A questão ganhou relevância depois que a investigação chegou ao nome de um deputado federal que aparece como sócio indireto de uma empresa que mantinha relações societárias com companhias investigadas.

Em outubro de 2025, a 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte decidiu, de forma cautelar, encaminhar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise de competência.

A Polícia Federal, porém, sustentou que não havia elementos mínimos que relacionassem o parlamentar às práticas criminosas investigadas ou à estrutura da organização. O entendimento da corporação é um dos pontos que envolvem a definição sobre o alcance e o desdobramento das investigações.

Enquanto o TRF6 não decide sobre o pedido de desmembramento, o caso permanece aguardando a definição dos próximos passos judiciais.