No primeiro trimestre de 2025, o setor de mineração surpreendeu ao registrar um salto de 100% no número de fusões e aquisições, consolidando-se como destaque entre os 43 segmentos analisados por um levantamento da KPMG. Foram seis transações concretizadas nos três primeiros meses do ano, contra apenas três registradas no mesmo período de 2024.
Transações estratégicas ganham força no setor da mineração
Entre as movimentações realizadas no setor mineral, o tipo CB1 apareceu com mais frequência, sendo responsável por duas das seis operações registradas. Também houve uma negociação entre empresas brasileiras e outras três classificadas nos tipos CB2, CB3 e CB4, categorias que indicam diferentes formatos de operações transnacionais.
Esse crescimento reflete o interesse crescente por ativos ligados à transição energética, com investidores e grandes grupos econômicos de olho em minerais críticos e estratégias voltadas à alta rentabilidade. “As grandes empresas estão reposicionando seus portfólios para garantir presença em áreas com maior retorno”, analisa Manuel Fernandes, sócio da KPMG.
Enquanto a mineração avança, o panorama geral de fusões e aquisições no Brasil apresentou uma leve retração. Foram 330 transações em todos os setores no primeiro trimestre de 2025, número 6% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, quando foram concretizados 350 negócios. Apesar da queda, o volume ainda revela um cenário ativo e relevante na economia nacional.


