O mercado de mineração brasileiro começou 2026 em ritmo acelerado de consolidação. Entre janeiro e junho, operações de fusões e aquisições movimentaram mais de R$ 47 bilhões, o equivalente a US$ 9,2 bilhões, segundo levantamento da KPMG.
O resultado chama atenção principalmente quando comparado ao mesmo período de 2025, quando os negócios envolvendo empresas do setor somaram aproximadamente R$ 4 bilhões. Em apenas um ano, portanto, o volume financeiro das transações deu um salto expressivo.
Fusões e aquisições na mineração ganham força em 2026
Apesar de o número de negócios não ter crescido na mesma proporção, o tamanho das operações explica a disparada no montante movimentado.
No primeiro semestre de 2026, foram registradas 14 transações de M&A no setor mineral brasileiro. No mesmo intervalo do ano anterior, foram nove operações.
A diferença de cinco negócios mostra que o avanço financeiro não veio simplesmente de uma quantidade muito maior de acordos. O principal fator foi a realização de operações de maior porte, capazes de elevar significativamente o valor total movimentado.
Grandes negócios mudam o cenário do setor mineral
Os dados da KPMG apontam para um mercado mais aquecido e com maior circulação de capital entre empresas de mineração no país. O contraste entre os dois primeiros semestres também evidencia como algumas transações de grande escala podem alterar rapidamente o desempenho financeiro do segmento.
O salto de cerca de R$ 4 bilhões para mais de R$ 47 bilhões em um ano coloca as operações de fusões e aquisições entre os movimentos que merecem atenção no setor mineral brasileiro ao longo de 2026.


