Mineração impulsiona superávit da balança comercial de 41% para 53% no 1º semestre de 2025

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No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou um desempenho notável na balança comercial, com o setor da mineração desempenhando papel essencial. As exportações de minérios somaram impressionantes US$ 20 bilhões, contribuindo com 53% para o superávit total de US$ 30,09 bilhões da balança comercial, um aumento significativo em relação aos 41% no mesmo período do ano anterior.

Crescimento robusto no faturamento e geração de empregos

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apontou que o setor minerador experimentou um crescimento de 7,5% tanto no faturamento quanto no recolhimento de tributos em comparação com o 1º semestre de 2024. Além disso, o número de empregos gerados pelo setor também aumentou substancialmente, com a criação de 5.085 vagas, totalizando 226 mil postos de trabalho diretos.

Esse desempenho reflete a importância da mineração para a economia brasileira, com a geração de superávit e a contribuição decisiva para a estabilidade do câmbio e a preservação de divisas, especialmente em tempos de tensões comerciais.

Impacto das tarifas dos EUA: O “Tarifaço” e suas consequências

Entretanto, o setor enfrenta desafios significativos, principalmente com a implementação de tarifas comerciais elevadas pelos Estados Unidos, que entram em vigor em 6 de agosto de 2025. Estima-se que 24,4% das exportações brasileiras de minérios sejam diretamente afetadas pelas novas taxas, especialmente pedras e rochas ornamentais (19,4%), caulim (1,2%) e outros produtos minerais.

A medida, embora não atinja a maior parte das exportações de minérios do Brasil, como ferro e ouro semimanufaturado, ameaça o potencial de crescimento do setor e reforça a necessidade de diversificação nos mercados de destino e no portfólio de produtos.

O risco de reciprocidade tarifária e seus efeitos no setor

Além das tarifas impostas aos minérios brasileiros, o setor também está preocupado com as possíveis taxas de reciprocidade que podem ser aplicadas às importações brasileiras de equipamentos pesados, como caminhões e escavadeiras, majoritariamente vindos dos EUA. A estimativa do IBRAM é que essas taxas possam aumentar os custos do setor em cerca de US$ 1 bilhão por ano, impactando a competitividade da indústria e podendo atrasar novos projetos no país.

Minerais críticos e estratégicos: O futuro da mineração brasileira

Outro ponto destacado no relatório do IBRAM é o aumento expressivo nas exportações e no faturamento de minerais críticos, essenciais para tecnologias emergentes, como a transição energética e a produção de veículos elétricos. No 1º semestre de 2025, o faturamento com esses minerais subiu 41,6%, com destaque para o lítio e o níquel, que são cruciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos e outros dispositivos tecnológicos.

A previsão é que até 2029 o Brasil invista US$ 18,45 bilhões na produção desses minerais estratégicos. O país está bem posicionado para liderar no fornecimento global de diversos minerais essenciais, como nióbio, terras raras, grafita e vanádio, o que representa uma vantagem competitiva para atrair investimentos estrangeiros e expandir a cadeia produtiva nacional.

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