O Serviço Geológico do Brasil (SGB) ampliou as frentes de pesquisa mineral e incluiu cidades da microrregião do Alto Rio Pardo em um amplo estudo voltado à identificação de reservas de lítio. A iniciativa integra o maior levantamento geofísico terrestre já realizado no país com foco nesse minério estratégico para a transição energética.
Nova etapa amplia fronteiras da pesquisa mineral
A fase atual já está em execução e contempla municípios como Rio Pardo de Minas, Indaiabira, Taiobeiras, Berizal, São João do Paraíso, Salinas, Rubelita, Ninheira, Curral de Dentro, Divisa Alegre e Águas Vermelhas.
Além dessas localidades, todo o território do Vale do Jequitinhonha também faz parte do escopo da pesquisa, que busca mapear novas áreas com potencial mineral.
Tecnologia de ponta busca novas reservas
Segundo o geofísico responsável pelo estudo, Higo Nunes, o objetivo vai além das áreas já conhecidas.
“Além do potencial já conhecido no Vale do Jequitinhonha, essa etapa visa a descoberta de novas rochas-fontes desse recurso mineral também no Alto Rio Pardo. Para isso será utilizado o método geofísico chamado de gravimetria e, a partir da interpretação desse resultado, partir para uma segunda fase em áreas de maior potencial e favoráveis à mineralização de lítio. ”
A técnica de gravimetria permite identificar variações na densidade das rochas, auxiliando na localização de estruturas geológicas que podem concentrar o minério.
Região ganha protagonismo na corrida pelo lítio
Com a expansão das pesquisas, o Alto Rio Pardo passa a figurar como uma nova fronteira mineral no Brasil. A expectativa é que a região acompanhe o crescimento já observado no Vale do Jequitinhonha, consolidando-se como polo estratégico na produção de lítio.
O minério é considerado essencial para a fabricação de baterias utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, sendo peça-chave no avanço de tecnologias sustentáveis em todo o mundo.


