O conselho de administração da Vale aprovou, na quarta-feira (22), a destituição de Marcelo Gasparino do órgão deliberativo da companhia. Ele ocupava o cargo de vice-presidente do conselho havia seis anos.
Segundo a mineradora, Gasparino teria vazado informações confidenciais relacionadas a uma reunião realizada em 19 de junho. A empresa informou que o caso foi investigado por um escritório externo e independente, que confirmou a ocorrência do vazamento.
A saída de Gasparino do conselho, no entanto, ainda depende da aprovação dos acionistas em uma assembleia-geral extraordinária, que ainda não tem data definida.
A Folha entrou em contato com Marcelo Gasparino por telefone e WhatsApp, às 7h30 desta quinta-feira (23), para solicitar um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a conclusão da reportagem.
A decisão foi aprovada no mesmo dia em que uma assembleia-geral extraordinária de acionistas da Vale escolheu Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, como novo presidente do conselho de administração da companhia. Indicado com apoio da Previ, Ollie substituiu Daniel Stieler no cargo.
“Esta decisão foi tomada com base nos fatos e conclusões da apuração conduzida por escritório externo independente, contratado por deliberação do Conselho de Administração, que confirmou o referido vazamento, que constitui desvio de conduta nos termos da referida Política. O Conselho acompanhou recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos (Care) e da Diretoria de Auditoria e Conformidade”, diz o comunicado divulgado pela empresa.
Além da destituição do conselho de administração, também foi aprovado o afastamento de Marcelo Gasparino de outros dois comitês de assessoramento dos quais fazia parte: o Comitê de Indicação e Governança e o Comitê de Pessoas e Remuneração.


