Cancelado! Glencore e Rio Tinto desistem de fusão de US$ 260 bilhões

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A possível união entre as gigantes do setor de mineração, Glencore e Rio Tinto, chegou ao fim antes de concretizar a criação da maior mineradora do mundo. Após meses de negociações, as duas empresas anunciaram oficialmente o encerramento das tratativas, gerando um impacto significativo no mercado financeiro.

Fusão poderia resultar em um colosso de US$ 260 bilhões

A proposta de fusão entre Glencore e Rio Tinto, que havia sido retomada em janeiro deste ano após um fracasso inicial em 2023, tinha o potencial de criar uma superpotência global no mercado de mineração. Com um valor de mercado estimado em impressionantes US$ 260 bilhões (cerca de R$ 1,36 trilhões), a união iria consolidar ambas as empresas como líderes absolutas no setor.

Entretanto, apesar das discussões, as diferenças entre as partes se mostraram irreconciliáveis, especialmente em relação à divisão de poder na nova estrutura e à valorização das ações de ambas as mineradoras. A proposta não foi bem recebida pelos investidores, com as ações da Glencore despencando até 11% na Bolsa de Valores de Londres, enquanto os papéis da Rio Tinto caíram cerca de 2,5%.

De acordo com o comunicado oficial emitido pela Rio Tinto na última quinta-feira (5), o principal obstáculo para o sucesso da fusão foi a falta de consenso sobre as compensações financeiras para os acionistas e as condições de governança da nova empresa. A Rio Tinto exigia a manutenção dos cargos de presidente do conselho e CEO, o que não foi bem visto pela Glencore, que temia que os termos do acordo prejudicassem seu lucrativo setor de cobre.

Pressão da concorrência no mercado de cobre

A recente fusão entre Anglo American e Teck Resources, anunciada em setembro do ano passado, aumentou a pressão sobre empresas como Rio Tinto e BHP para expandirem seus negócios. A competição por recursos minerais, especialmente o cobre, que atingiu recordes históricos de preços no mês passado, tem gerado um cenário de intensa disputa.

Em janeiro de 2026, o preço do cobre superou os US$ 13,3 mil por tonelada, impulsionado por interrupções nas minas e pela acumulação do metal nos Estados Unidos, antecipando tarifas comerciais.

Apesar do fim das negociações, a busca por expansão e domínio no mercado de cobre permanece como uma prioridade para as grandes mineradoras, que seguem focadas em sua estratégia de crescimento no setor.

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