O Brasil alcançou um marco importante no setor de mineração, exportando 479 toneladas de terras raras no primeiro semestre de 2025. Esses materiais, essenciais para tecnologias avançadas, como eletrônicos e energias renováveis, têm atraído a atenção de grandes potências como os Estados Unidos.
No entanto, apesar do crescente interesse internacional, o país enfrenta um grande desafio: quase toda a exportação foi direcionada para a China, que continua dominando a cadeia global de fornecimento desses elementos.
O apetite dos EUA por terras raras e os desafios para diversificar o mercado
Nos últimos anos, os Estados Unidos têm se esforçado para reduzir sua dependência da China em relação aos materiais críticos, especialmente as terras raras. O tarifário imposto pelo ex-presidente Donald Trump em um cenário de tensão comercial motivou uma busca intensificada por fontes alternativas de fornecimento. O Brasil, rico em recursos minerais, entrou no radar como uma opção estratégica para suprir a demanda norte-americana por esses elementos, essenciais em diversas indústrias, desde eletrônicos até armamentos.
Embora o Brasil tenha logrado sucesso na exportação de terras raras, a China continua sendo o principal destino dessas matérias-primas. Em 2025, a totalidade ou quase toda a exportação de terras raras brasileiras foi destinada ao gigante asiático, o que limita a capacidade do Brasil de se diversificar no mercado internacional.
A China, que domina a produção e o refino de terras raras, exerce uma grande influência sobre a cadeia global, e a dependência brasileira dessa rota de exportação coloca um obstáculo na tentativa de atender à crescente demanda de outros países, como os Estados Unidos.
O futuro da mineração brasileira
O Brasil tem um grande potencial para expandir sua produção e diversificar os mercados de exportação de terras raras, mas para isso será necessário avançar em tecnologias de refino e investir em infraestrutura para tornar o setor mais competitivo globalmente. Além disso, questões ambientais e regulamentações de mineração, que ainda precisam ser aprimoradas, podem ser fatores determinantes no futuro das exportações de terras raras do Brasil.
A balança comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, bem como o aumento da tensão geopolítica, são aspectos que também precisam ser observados de perto. Se o Brasil quiser se tornar um fornecedor estratégico de terras raras para os EUA e outros países, a diversificação das rotas comerciais será essencial.
Apesar das dificuldades, o setor de mineração brasileiro continua a ser uma peça-chave no tabuleiro global de matérias-primas, com potencial para desempenhar um papel fundamental na cadeia de fornecimento de terras raras nos próximos anos.


