A Bamin Mineração, responsável pelo projeto Pedra de Ferro e pela concessão para a finalização do trecho 1 da Ferrovia Oeste Leste (Fiol) e do Porto Sul, apresentou um prejuízo acumulado de R$ 3,8 bilhões ao fim do exercício de 2024. O balanço patrimonial da empresa, divulgado no último sábado, mostrou um aumento significativo em relação ao prejuízo de 2023, que foi de R$ 30,8 milhões. Em comparação com o ano anterior, o montante de perdas mais do que dobrou, atingindo impressionantes R$ 2,2 bilhões.
Incertezas sobre o futuro da empresa e necessidade de novos investidores
O cenário econômico da Bamin Mineração continua desafiador, e os dados do balanço indicam “incerteza relevante” sobre a continuidade operacional da companhia. As dívidas da mineradora estão acima do valor de seus ativos, com o passivo circulante superando em R$ 38,9 milhões o total do ativo. Esse desequilíbrio financeiro levanta dúvidas sobre a capacidade da empresa de continuar com as operações sem um suporte financeiro externo.
Segundo os auditores da companhia, a Bamin entrou em um período de conservação e manutenção, o que significa que os investimentos necessários para concluir seus projetos serão retomados somente com a entrada de investidores estratégicos. Isso coloca o futuro da empresa em risco, dependendo de uma possível transação para garantir novos recursos financeiros.
Negociações para a venda da Bamin Mineração e desinteresse da Vale
Recentemente, surgiram informações de que a empresa portuguesa Mota-Engil estaria negociando a compra da Bamin Mineração. A Mota-Engil, que conquistou a Communications Construction Company (CCCC) – consórcio responsável pela construção da ponte Salvador/Itaparica – está no radar como um possível investidor estratégico.
No entanto, a mineradora Vale já manifestou seu desinteresse pelo projeto, complicando ainda mais a situação da Bamin, que continua em busca de novos parceiros para garantir sua viabilidade financeira e operacional.


