Na terça-feira (25), um novo movimento começa a ganhar força no Brasil com o lançamento da AMC (Associação de Minerais Críticos). Formada por mineradoras de menor porte, as chamadas “junior minings”, além de empresas que atuam ao longo de toda a cadeia produtiva – da exploração à inovação tecnológica –, a AMC surge com o objetivo de representar e apoiar o setor de minerais críticos para a transição energética.
Entre os minerais críticos destacados estão o lítio, níquel, grafite, terras raras e cobre, materiais fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, como baterias e turbinas de energia renovável.
O papel da AMC na transição energética e exploração de minerais críticos
O foco principal da nova associação será fornecer suporte técnico e institucional às empresas que exploram e processam minerais críticos vitais para o futuro energético do planeta. A transição energética, que envolve a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis, requer grandes quantidades de minerais críticos.
O lítio, por exemplo, é um dos principais componentes para a fabricação de baterias de veículos elétricos, enquanto o cobre e o níquel são essenciais para a eletrificação de motores e sistemas de geração de energia limpa.
Além disso, a AMC trabalhará para incentivar inovações tecnológicas e promover o uso sustentável desses recursos. Com a crescente demanda global por esses minerais, o Brasil, rico em diversos desses insumos, tem um papel estratégico na cadeia produtiva, e a nova entidade visa garantir que as mineradoras menores também participem ativamente desse mercado em expansão.
Liderança com foco em sustentabilidade
A presidência do conselho da AMC será ocupada por Marisa Cesar, diretora de assuntos corporativos e sustentabilidade do grupo PLS, uma empresa australiana que se destaca na produção de lítio. Sob sua liderança, a associação buscará estreitar laços entre as empresas do setor e o governo, garantindo que o Brasil se mantenha competitivo na exploração desses recursos, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e responsáveis.
A criação da AMC representa, portanto, um marco importante para a indústria mineral no Brasil, abrindo portas para novas oportunidades de negócios e inovação dentro de um contexto global de crescente demanda por minerais críticos.


