A mineração da região de Pains, Arcos e municípios do entorno ganhou espaço em um dos maiores eventos do setor mineral na América Latina. Durante a Exposição e Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), a Associação dos Mineradores de Pains, Arcos e Região (Ampar) apresentou sua visão para os próximos anos e colocou em discussão uma questão que vai além da produção mineral: como transformar a atividade em desenvolvimento duradouro para os territórios onde ela está presente.
O encontro reuniu, entre os dias 24 e 27 de agosto, empresas, especialistas, fornecedores, instituições e representantes de diferentes áreas da mineração. A participação da entidade ocorreu na quarta-feira (26), quando o presidente da Ampar, Héfren Costa, e o gestor administrativo, Luís Henrique Silva Rodrigues, acompanharam a programação do evento.
Além de circular pelos espaços da feira e conhecer soluções e tendências apresentadas pelas empresas, os representantes da associação visitaram estandes de parceiros das mineradoras associadas. O objetivo foi acompanhar de perto as mudanças que estão redesenhando o setor e, ao mesmo tempo, apresentar as iniciativas que estão sendo estruturadas pela entidade.
Agenda Ampar 2026/2030 mira uma mineração mais conectada aos territórios
O principal destaque da participação da associação foi a apresentação da Agenda Ampar 2026/2030, documento que reúne projetos, propostas e diretrizes para orientar a atuação da entidade durante os próximos anos.
A agenda estabelece como uma de suas prioridades o fortalecimento de uma mineração responsável, associando a atividade econômica a iniciativas capazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável e socioeconômico das cidades onde as empresas atuam.
Para Héfren Costa, participar de um evento da dimensão da Exposibram também representa uma oportunidade de mostrar que o futuro da mineração precisa ser construído em conjunto com a sociedade.
“Representar a Ampar em um evento dessa dimensão foi uma oportunidade importante para ampliar conexões, trocar experiências e acompanhar de perto as transformações pelas quais o setor está passando. Além disso, tivemos um espaço para apresentarmos o que estamos construindo por meio da Agenda Ampar 2026/2030 e mostrar que a atividade minerária pode e deve estar cada vez mais conectada ao desenvolvimento sustentável, à inovação e às necessidades dos territórios dos quais fazemos parte”, afirma.
A proposta apresentada pela Ampar parte de uma visão em que a mineração não deve ser analisada apenas pelos resultados econômicos gerados pela extração de minerais. A entidade defende uma aproximação maior entre o setor produtivo e os diferentes atores que fazem parte da realidade regional.
Outro ponto destacado pelo presidente é a necessidade de criar uma agenda compartilhada entre mineradoras, moradores, governos e instituições. Na avaliação da Ampar, o diálogo entre esses grupos é fundamental para que os impactos e benefícios da mineração sejam discutidos de maneira mais ampla.
A participação na Exposibram também permitiu à associação ampliar contatos e acompanhar debates relacionados à inovação e às transformações que vêm ocorrendo na indústria mineral.


