Moradores no Triângulo Mineiro, foram surpreendidos na madrugada de quarta-feira (1º) por um terremoto registrado por volta das 4h53. O abalo, de magnitude 2,6, foi detectado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e teve os dados analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Além do registro em Planura, outro evento sísmico foi identificado no mesmo dia em Montes Claros, no Norte de Minas, com magnitude de 1,3. Os dois episódios reforçam a frequência desse tipo de fenômeno no estado, que lidera o número de ocorrências sísmicas no Brasil.
Terremotor é um fenómeno frequente em Minas Gerais
Segundo o Centro de Sismologia da USP e da RSBR, a ocorrência de pequenos abalos faz parte da dinâmica geológica da região e não representa uma situação fora do comum.
Esses eventos são provocados pelas forças naturais que atuam na crosta terrestre ao longo do tempo. Por ocorrerem em baixa profundidade, normalmente entre 0 e 10 quilómetros, esses sismos podem ser percebidos pela população, embora sejam considerados de baixa intensidade e sem potencial para causar riscos significativos.
Estado soma novos registos em diferentes regiões
Os episódios desta quarta-feira não foram os únicos registados recentemente em Minas Gerais. No último dia 30 de junho, a RSBR também identificou um tremor em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, o fenómeno atingiu magnitude de 1,5.
A Rede Sismográfica Brasileira, responsável pelo monitoramento da atividade sísmica no país, é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil. Os dados recolhidos pelas estações permitem acompanhar a ocorrência desses eventos e ampliar o conhecimento sobre a atividade geológica em território brasileiro.


