Motoristas que circulam pela BR-381, uma das rodovias mais movimentadas de Minas Gerais e rota importante para o transporte de cargas da mineração, precisam redobrar a atenção. A partir do dia 28 de março, 50 radares de velocidade começarão a operar oficialmente no trecho entre Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.
Os equipamentos foram instalados pela concessionária Nova 381, responsável pela gestão do trecho, e atualmente passam pela fase final de homologação e aferição técnica — processo necessário para garantir que todos estejam devidamente calibrados antes de iniciar a fiscalização eletrônica.
Tecnologia moderna para monitoramento da BR-381
Segundo a concessionária, os novos dispositivos utilizam tecnologia não intrusiva, considerada mais avançada que os radares tradicionais. Esse modelo dispensa intervenções no asfalto para a instalação de sensores no pavimento.
Em vez disso, os equipamentos capturam automaticamente dados como velocidade do veículo, placa, data, horário e local da infração, garantindo maior precisão e rapidez na identificação de irregularidades.
Fiscalização segue sob responsabilidade da PRF
Apesar da instalação ter sido feita pela concessionária, a gestão das infrações continuará sendo realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a Nova 381, os valores arrecadados com multas não ficam com a concessionária. Os recursos são administrados pela PRF, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro, e devem ser aplicados em melhorias no trânsito, como:
engenharia de tráfego
sinalização viária
ações de policiamento
campanhas educativas
Rodovia é rota estratégica para cargas da mineração
Além do intenso fluxo de veículos de passeio, o trecho da BR-381 também é utilizado diariamente por caminhões que transportam insumos e equipamentos ligados ao setor mineral e siderúrgico, que possuem forte presença no Vale do Rio Doce e na região central de Minas Gerais.
Com a entrada em operação dos radares, a expectativa é reduzir acidentes, melhorar a segurança viária e aumentar o controle sobre o tráfego pesado, que circula constantemente pelo corredor logístico.


