Produção de aço em Minas cresce em julho, mas acumula queda de 1,87% no ano

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A produção de aço bruto em Minas Gerais avançou em julho, na contramão do desempenho nacional. As siderúrgicas mineiras produziram 887 mil toneladas no mês, ante 858 mil toneladas em junho, crescimento de 3,38%, segundo dados do Instituto Aço Brasil. No País, a produção recuou 1,3% na mesma comparação.

Na comparação com julho de 2025, quando Minas produziu 850 mil toneladas, o avanço foi de 4,35%. O desempenho também ampliou a participação mineira na produção brasileira de aço bruto, reforçando a posição do Estado como principal produtor do País.

Apesar da recuperação observada em julho, o resultado acumulado do ano ainda permanece abaixo de 2025. Entre janeiro e julho de 2026, Minas Gerais produziu 5,768 milhões de toneladas, frente a 5,878 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, queda de 1,87%.

Minas amplia participação na produção nacional

O crescimento registrado em julho também elevou a participação de Minas Gerais na siderurgia brasileira. A fatia do Estado passou de 30,3% em julho de 2025 para 31,6% no mesmo mês deste ano.

Com 887 mil toneladas produzidas, Minas manteve a liderança nacional. O Rio de Janeiro apareceu na segunda colocação, com 685 mil toneladas e participação de 24,4% na produção brasileira. São Paulo ficou em terceiro, com 213 mil toneladas, equivalentes a 7,6% do total produzido no País.

Produção brasileira recua em julho

No cenário nacional, a produção de aço bruto atingiu cerca de 2,8 milhões de toneladas em julho de 2026, queda de 1,3% em relação ao mês anterior.

As exportações, por outro lado, cresceram 9,8% e chegaram a 1 milhão de toneladas. As importações caíram 19,9%, para 383 mil toneladas, enquanto as vendas internas avançaram 4,1%, alcançando 1,9 milhão de toneladas.

O consumo aparente de produtos siderúrgicos aumentou 2,6% no mês, chegando a 2,2 milhões de toneladas.

Setor acumula retração no ano

Entre janeiro e julho de 2026, a produção brasileira de aço bruto somou 19,1 milhões de toneladas, redução de 1,2% frente ao mesmo período de 2025.

A produção de laminados chegou a 13,4 milhões de toneladas, queda de 3%. Já a produção de semiacabados destinados à venda avançou 5,5%, totalizando 5 milhões de toneladas.

As vendas internas somaram 12,3 milhões de toneladas nos primeiros sete meses do ano, permanecendo estáveis na comparação anual.

Já o consumo aparente atingiu 15,2 milhões de toneladas, retração de 5% frente ao mesmo período de 2025.

Importações caem e exportações avançam

As importações brasileiras de produtos siderúrgicos totalizaram 3,3 milhões de toneladas entre janeiro e julho, redução de 20,3% na comparação anual. Em valores, as compras externas alcançaram US$ 3,2 bilhões, queda de 15%.

No sentido contrário, as exportações chegaram a 6,4 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%. Em valores, somaram US$ 4,2 bilhões, aproximadamente R$ 21,91 bilhões, recuo de 3,6% frente aos primeiros sete meses de 2025.

Confiança dos empresários recua

Apesar de alguns indicadores positivos em julho, a confiança dos executivos do setor siderúrgico voltou a cair. Segundo o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA), referente a agosto, o indicador recuou 2,6 pontos e chegou a 43 pontos, acumulando a terceira queda consecutiva.

O supervisor de economia do Instituto Aço Brasil, Marcelo de Ávila, afirmou que a retração está relacionada principalmente à piora das expectativas para os próximos meses.

“O indicador recuou 2,6 pontos frente ao mês anterior e atingiu 43 pontos, acumulando a terceira retração seguida da confiança dos CEOs da indústria do aço. Como ocorreu em julho, a queda do ICIA em agosto se deu principalmente pela diminuição das expectativas em relação ao futuro, visto que o indicador de situação atual aumentou em relação ao mês anterior”, disse o economista.

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