A Meteoric Resources inaugura nesta sexta-feira (12) a planta piloto de processamento de terras raras do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa da empresa em Poços de Caldas (MG). Este marco representa um passo crucial no desenvolvimento da futura operação da mineradora em Caldas (MG), que busca explorar e processar essas matérias-primas essenciais para setores de alta tecnologia e para a transição energética. A planta piloto é parte fundamental da fase de comissionamento do projeto, com a expectativa de que a primeira produção de carbonato misto de terras raras seja realizada ainda este ano.
Capacidade e processo de produção de terras raras
Com capacidade para processar 25 kg de argila iônica por hora, a planta piloto reúne todas as etapas necessárias para transformar o minério extraído em carbonato misto de terras raras. O processo envolve lixiviação, remoção de impurezas, circuito CCD, precipitação e filtração. O objetivo da planta é validar em escala real o processo de produção de terras raras, com foco na melhoria contínua das rotas de separação, como extração por solventes e outras tecnologias inovadoras que podem ampliar a capacidade de agregar valor ao produto no Brasil.
O investimento na planta piloto foi de aproximadamente 1,5 milhão de dólares australianos e a expectativa é que sejam produzidos 455 quilos de carbonato de terras raras por ano. Esses dados serão fundamentais para a elaboração do Estudo de Viabilidade Definitiva, uma etapa essencial para a implantação da futura planta industrial de processamento. A planta não só valida o processo de produção, mas também cria uma base sólida para futuros parceiros comerciais e investidores interessados na cadeia de materiais críticos no Brasil.
Importância estratégica das terras raras
Os materiais estratégicos, como as terras raras, são cruciais para diversas indústrias, incluindo tecnologias modernas e a transição energética. As terras raras são amplamente utilizadas na fabricação de componentes essenciais para dispositivos como celulares, notebooks, equipamentos médicos e odontológicos, além de ímãs especiais e motores de carros elétricos e geradores de energia eólica.
Com a crescente demanda global por essas matérias-primas, o Projeto Caldeira se posiciona como um dos mais importantes investimentos do setor no Brasil.
Para Stuart Gale, CEO da Meteoric, a inauguração da planta piloto é mais do que o início da operação da unidade; ela simboliza o avanço significativo do Projeto Caldeira. “Estamos entrando em uma nova fase do projeto, agora com dados concretos que embasarão o estudo de viabilidade e abrirão portas para futuros parceiros comerciais”, afirma Gale. Ao longo dos últimos meses, a empresa também completou o treinamento da equipe e testou integralmente cada etapa do processo, preparando-se para a produção de terras raras de alta qualidade.


