O mercado de lítio em Minas Gerais ganhou um novo movimento com uma transação envolvendo ativos localizados no Norte do Estado. A operação alcançou US$ 37,5 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 193,6 milhões, e envolve dez direitos minerários e outros ativos associados.
O acordo foi fechado entre a canadense Lithium Ionic e a australiana PLS Group, por meio da PLS Brasil. Entre os ativos negociados está o depósito de Baixa Grande, localizado em Salinas.
Negócio de lítio em Minas Gerais prevê pagamentos em duas etapas
Pelo acordo, a Lithium Ionic receberá US$ 30 milhões no momento da conclusão da transação. Os US$ 7,5 milhões restantes serão pagos posteriormente, completando o valor total negociado entre as empresas.
A companhia canadense também continuará vinculada economicamente à área após a venda. O acordo prevê a manutenção de um royalty correspondente a 2% sobre as futuras vendas de espodumênio produzido nos ativos transferidos.
A operação, portanto, não representa apenas uma transferência imediata de recursos, mas também mantém uma participação da Lithium Ionic na eventual geração de receitas futuras relacionadas à produção mineral.
Recursos serão destinados a projeto no Vale do Jequitinhonha
O dinheiro obtido com a transação será direcionado ao Projeto Bandeira, considerado o principal empreendimento da Lithium Ionic. A área fica entre Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, região que vem ganhando relevância nas atividades relacionadas ao lítio.
Com a venda dos ativos de Salinas, a companhia pretende concentrar recursos em seu principal projeto, enquanto a PLS Brasil amplia sua posição no setor mineral de Minas Gerais por meio dos novos direitos adquiridos.


