O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais concedeu, recentemente, as licenças prévias para dois importantes projetos de mineração de terras raras no Sul do estado. As iniciativas são lideradas pelas empresas australianas Viridis Mining and Minerals e Meteoric Resources, e foram aprovadas em reuniões do conselho com apoio decisivo de seus membros.
Detalhes das aprovações dos projetos de terras raras
Os projetos, localizados no Planalto Vulcânico de Poços de Caldas, visam a exploração e o beneficiamento de terras raras, substâncias essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia, como eletrônicos e energias renováveis. No entanto, ambos os projetos receberam uma classificação de alto potencial poluidor, o que gerou controvérsias e debates durante o processo de licenciamento.
O Projeto Colossus, de responsabilidade da Viridis, recebeu aprovação unânime entre os dez conselheiros votantes. Todos os membros do Copam se mostraram favoráveis ao desenvolvimento do projeto, que será executado em Poços de Caldas. Por outro lado, o Projeto Caldeira, da Meteoric, foi aprovado com a votação de onze conselheiros a favor e uma ausência, na cidade de Caldas.
Reações e desafios após a aprovação
A aprovação das licenças ocorreu em meio a novas intervenções do Ministério Público Federal (MPF), que havia enviado um dia antes novas recomendações à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e ao Copam. O MPF procurou garantir que a análise dos projetos de mineração no Sul de Minas fosse suspensa, destacando a necessidade de mais estudos sobre os impactos ambientais dessas atividades.
Apesar das recomendações do MPF, os projetos de mineração seguiram adiante com o respaldo do Copam, e as empresas agora se preparam para as próximas etapas do licenciamento, sempre em busca de cumprir os requisitos legais e ambientais exigidos.
Próximos passos para os projetos de mineração
Com as licenças prévias aprovadas, as empresas Viridis e Meteoric avançam agora para as fases seguintes do licenciamento, onde deverão comprovar a viabilidade dos projetos sob a ótica de impactos ambientais mais profundos.
A fiscalização continuará sendo rigorosa, já que as áreas de mineração estão classificadas com alto potencial poluidor, o que demanda monitoramento contínuo das operações.


