O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (30) uma determinação que amplia os poderes do governo para controlar a exportação de determinados resíduos industriais que possuem minerais críticos e elementos de terras raras em sua composição.
A iniciativa busca fortalecer o abastecimento interno desses materiais estratégicos e reduzir a dependência americana de fornecedores estrangeiros, especialmente da China, que domina grande parte da cadeia global de produção e processamento desses recursos.
Minerais críticos entram no foco da nova medida dos Estados Unidos
A decisão utiliza mecanismos previstos na Lei de Produção para a Defesa (Defense Production Act), legislação criada durante a Guerra Fria que permite ao governo americano adotar medidas para fortalecer setores considerados essenciais à segurança nacional.
Com a nova determinação, o secretário de Comércio dos Estados Unidos poderá estabelecer restrições para a exportação de minerais críticos e materiais recuperáveis, conhecidos pela sigla CMMs.
Segundo a Casa Branca, muitos desses recursos estão presentes em produtos já fabricados, como ímãs de alta tecnologia e baterias de íons de lítio. Esses materiais podem ser recuperados por meio de processos de reciclagem, criando uma nova fonte de abastecimento para a indústria americana.
Disputa por terras raras aumenta pressão sobre cadeias globais
A busca por maior autonomia no fornecimento de minerais estratégicos ganhou força após medidas adotadas pela China sobre exportações de terras-raras, que afetaram fabricantes dos Estados Unidos e elevaram a preocupação com a segurança das cadeias de suprimentos.
Os elementos de terras-raras e outros minerais críticos são fundamentais para setores como eletrônicos avançados, veículos elétricos, armazenamento de energia e equipamentos de alta tecnologia.
Trump já havia indicado que utilizaria a Lei de Produção para a Defesa como ferramenta para impulsionar a produção doméstica de energia e minerais estratégicos. Antes disso, a legislação também foi usada pelo governo americano para apoiar iniciativas ligadas ao setor energético.
O ex-presidente Joe Biden também utilizou os mesmos mecanismos para ampliar a capacidade de produção nacional de tecnologias energéticas, incluindo painéis solares, transformadores, bombas de calor e células de combustível.
Mesmo após avanços em negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que reduziram parte das restrições e tarifas entre os países, o governo americano continua buscando novas alternativas para garantir o acesso a minerais considerados essenciais para sua indústria.


