O mercado global de metais reagiu com força à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O alumínio, amplamente utilizado nas indústrias automobilística, de embalagens e construção civil, atingiu na segunda-feira (23) o maior valor registrado nos últimos três meses, impulsionado por temores sobre o aumento do custo da energia e a estabilidade das rotas comerciais estratégicas.
A cotação do contrato com vencimento em três meses, negociado na Bolsa de Metais de Londres (LME), chegou a US$ 2.654,50 por tonelada, encerrando o dia com alta de 1,3%, a US$ 2.584. Essa é a cotação mais alta desde março.
Aumento de energia e risco geopolítico pressionam o setor de alumínio
Um dos principais fatores que influenciaram a alta foi o impacto direto da energia no custo de produção do alumínio, que pode chegar a 45% do valor final do produto. O receio de que os conflitos comprometam o fornecimento energético global, principalmente com um possível bloqueio do Estreito de Hormuz, tem levado investidores a reavaliar os riscos e buscar proteção.
O Irã, embora não seja um grande exportador de alumínio em volume, participa da cadeia global de fornecimento energético, o que eleva a sensibilidade do mercado diante de qualquer movimentação geopolítica envolvendo o país.
Incerteza favorece commodities e ativos de refúgio
Além do alumínio, outros ativos reagiram ao aumento das tensões. O petróleo registrou alta expressiva, impulsionado pelo risco de interrupções na oferta. Já os mercados acionários operaram com cautela, enquanto ativos considerados seguros, como ouro e títulos do Tesouro americano, registraram avanço.
Especialistas apontam que o cenário ainda é instável e que o preço de metais industriais como o alumínio continuará oscilando nas próximas semanas, à medida que novos desdobramentos no conflito forem surgindo.


