A possível aplicação definitiva de mecanismos anti-dumping pelo governo federal pode abrir um novo cenário para a indústria siderúrgica brasileira. A avaliação foi feita pelo CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, ao comentar a chance de reativação da unidade localizada em Barão de Cocais, atualmente sem operação.
Segundo o executivo, as discussões sobre a concorrência internacional considerada desleal já acontecem há cerca de dois anos em Brasília e avançaram recentemente após sinalizações do governo federal sobre as investigações preliminares envolvendo o setor.
“A grande vantagem dos mecanismos anti-damping é porque eles são implementados através de análises detalhadas muito intensas. Diferente, alguns mecanismos defesa comercial, que é muito mais crença, se a competição vai ser justo ou não, o anti-damping ele tem uma análise técnica feita durante o longo período de tempo”, afirmou Gustavo Werneck.
Medidas anti-dumping podem mudar cenário da siderurgia brasileira
De acordo com o CEO da Gerdau, os estudos realizados pelo governo apontaram indícios de concorrência considerada desequilibrada no mercado internacional. A expectativa da companhia é que a decisão final sobre a aplicação das medidas seja divulgada nos próximos meses.
“Recentemente o governo federal divulgou que as investigações preliminares, elas demonstraram que, de fato, a competição não é justa e a gente entende que, provavelmente em dois ou três meses, o governo federal vai anunciar de forma definitiva, a aplicação desses mecanismos”, declarou.
Ainda conforme o executivo, a adoção dessas medidas pode criar condições mais favoráveis para a retomada da produção nacional e fortalecer novamente o aço fabricado no Brasil diante da concorrência estrangeira.
Gerdau vê possibilidade de reativar operações paradas no país
Além da planta em Barão de Cocais, a empresa possui outras unidades fora de operação em diferentes estados brasileiros. Gustavo Werneck destacou que a retomada dessas atividades dependerá diretamente de um ambiente competitivo considerado equilibrado para a indústria nacional.
“Então, são usinas que estão paradas, mas que a gente tem condição de colocá-las em funcionamento, uma vez que essa competição volta a ser justa e a gente, de fato, possa encontrar possibilidades no Brasil, da gente voltar a atender a indústria brasileiro, com a aço brasileiro e nisso todo mundo ganha”, afirmou.
Em nota enviado ao Cidades & Minerais, a “Gerdau informa que a planta de Barão de Cocais segue hibernada e sem previsão de retomada, conforme já anunciado há três anos. A empresa reafirma seu compromisso com os investimentos já previstos em suas unidades em operação em Minas Gerais, mas não há planos de desibernação de Barão de Cocais”
A reativação das operações poderia impactar diretamente a geração de empregos, movimentação econômica e fortalecimento industrial em cidades mineradoras e polos produtivos ligados ao aço.


