Usinas adiam reajuste e mercado de aço segue pressionado por importações

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As siderúrgicas brasileiras decidiram postergar para janeiro o reajuste de 5% a 8% nos preços dos produtos planos que estava previsto para entrar em vigor em dezembro. A decisão ocorre diante da expectativa de desaceleração sazonal do mercado interno no fim do ano e da forte pressão das importações, que seguem chegando em grandes volumes ao país.

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, afirmou nesta terça-feira (18) que “o novo aumento em dezembro foi colocado de lado”. Segundo ele, as usinas têm comunicado que o reajuste será aplicado apenas em janeiro, estratégia que, além de ajustar o calendário comercial, deve estimular distribuidores e indústrias a reforçarem estoques ainda pelos valores atuais, evitando que dezembro registre desempenho fraco.

Apesar de as importações de aço plano terem recuado 9,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2024, o Inda estima que ainda há um grande volume contratado para desembarque nos portos brasileiros — condição que deve manter o mercado pressionado até abril ou maio do próximo ano.

O porto de São Francisco do Sul (SC), principal ponto de entrada do produto, concentra atualmente cerca de 500 mil toneladas entre cargas já no pátio e navios aguardando descarga. Um deles, que chegou em 24 de outubro com 45 mil toneladas, está previsto para ser descarregado apenas em 25 de novembro. “Ainda há muito material chegando, o que deve manter a pressão nos próximos três a quatro meses”, reforçou Loureiro.

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