Transporte impulsionou setor de serviços nas atividades nos últimos meses, segundo levantamento do IBGE

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A alta de 1,7% no volume do segmento de transportes em abril impulsionou a atividade do setor de serviços ante março, que cresceu 0,5% no período, segundo o IBGE. O segmento registrou a segunda expansão seguida, com ganho acumulado de 2,5% no período.

“A maior influência [positiva] foi de transportes aéreos, efeito da queda dos preços das passagens aéreas em abril”, explicou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), no comunicado sobre o dado.

Na prática, com passagens a preços mais baixos, cresce a procura. “O transporte rodoviário municipal de passageiros foi o terceiro impacto, e logística de cargas ficou em quarto”, complementou.

Outra influência importante foi do segmento “outros serviços”, que cresceu 5,0% em abril, acumulando 5,3% de expansão no período de março e abril, com destaque para serviços financeiros e auxiliares, que registraram a segunda maior influência positiva em toda a pesquisa. A terceira atividade que registrou alta foi informação e comunicação (0,4%), com expansão foi puxada “pelo resultado em telecomunicação”.

Transporte de passageiros e carga em alta

O transporte de passageiros cresceu 10,2% em abril ante março. Os pesquisadores do instituto, em comunicado, detalharam também que, na PMS, com o aumento no serviço de transporte de passageiros, esse último segmento ficou 3,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia). Além disso, o patamar do segmento se posicionou 20,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Outro aspecto detalhado pelo IBGE foi a comparação com abril de 2023. Em relação a igual mês de ano anterior, o transporte de passageiros subiu 9,9%, após ter registrado cinco resultados negativos consecutivos. No entanto, no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, houve recuo de 3,0% frente a igual período de 2023, informou o instituto.

O IBGE informou ainda que o volume do transporte de cargas subiu 0,2% em abril. Com essa alta, esse segmento ficou 6,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 34,1% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro 2020).

Além disso, na comparação com abril de 2023, o volume do transporte de cargas subiu 3,4% em abril desse ano, após queda de 8,2% em março. Já no primeiro quadrimestre desse ano, o transporte de cargas avançou 1,1% ante mesmo período do ano anterior. A análise é do Valor Econômico, publicada pelo Setcesp.

 

 

 

 

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