As reservas da Terra Brasil Minerals em Patos de Minas e Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, vêm despertando interesse internacional para o desenvolvimento da indústria de terras-raras e fertilizantes. O projeto está em tratativas avançadas com Estados Unidos, Japão e Austrália e pode resultar em um acordo nas próximas semanas, com investimento inicial estimado em R$ 2,5 bilhões.
Reservas colocam região entre as mais promissoras do mundo
A região desponta como uma das mais promissoras do mundo. Estudos indicam que as jazidas podem representar cerca de 1,5 vez a reserva total dos Estados Unidos e aproximadamente 3% do estoque global de terras-raras. A expectativa é que o primeiro acordo internacional seja assinado ainda em abril.
Após a implantação da planta-piloto, a produção deve começar em menor escala no ano seguinte, com previsão de operação plena até 2030. Em quatro anos, a estimativa é atingir 10 mil toneladas anuais, com potencial total de extração superior a 3 milhões de toneladas de terras-raras concentradas.
Projeto prevê produção de fertilizantes
Além da mineração, o projeto também prevê a produção de fertilizantes a partir do fosfato presente no minério. A expectativa é contribuir com até 1 milhão de toneladas por ano, reduzindo a dependência brasileira de insumos importados e fortalecendo a agricultura nacional.
As jazidas no Alto Paranaíba contêm 15 dos 17 elementos de terras-raras, incluindo praseodímio, neodímio, térbio e itérbio. Esses minerais são considerados estratégicos para tecnologias como ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
A proposta também mira atrair a cadeia produtiva de tecnologia para Minas Gerais, agregando valor ao minério e impulsionando a industrialização regional. A localização logística é considerada estratégica, próxima à BR-365 e à malha ferroviária.
Impacto econômico e geração de empregos
Com a implantação do projeto, a expectativa é de geração de empregos, movimentação da economia local e redução de custos para produtores agrícolas da região, consolidando o Alto Paranaíba como um polo mineral e tecnológico.


