sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Mineração brasileira movimenta milhões de pessoas, diz Conselheiro da Vale durante a Exposibram 2026

Mais de 5 milhões de pessoas estão ligadas direta, indiretamente ou de forma induzida à mineração no Brasil, segundo André Viana, que também destacou a participação feminina e o papel dos trabalhadores na transformação do setor durante a Exposibram 2026

Por Raquel Luciano26 de agosto de 2026 · 09:54Leitura de 2 min
Mais de 5 milhões de pessoas estão ligadas direta, indiretamente ou de forma induzida à mineração no Brasil, segundo André Viana, que também destacou a participação feminina e o papel dos trabalhadores na transformação do setor durante a Exposibram 2026.
Imagem: C&M – Mais de 5 milhões de pessoas estão ligadas direta, indiretamente ou de forma induzida à mineração no Brasil, segundo André Viana, que também destacou a participação feminina e o papel dos trabalhadores na transformação do setor durante a Exposibram 2026.

A mineração brasileira movimenta muito mais do que a produção de minério. O setor também exerce forte influência sobre o mercado de trabalho e a economia de centenas de municípios, estados e até sobre as relações comerciais do país. Durante a Exposibram 2026, André Viana, conselheiro da Vale e presidente do Sindicato Metabase de Itabira, destacou a dimensão desse impacto e defendeu uma participação cada vez maior dos trabalhadores nas discussões sobre os rumos da indústria mineral.

Segundo Viana, a atividade reúne atualmente mais de 227 mil empregos diretos no Brasil. Quando são considerados também os postos indiretos e induzidos, o contingente ultrapassa 5 milhões de pessoas, reforçando a dimensão social e econômica da mineração.

Mineração brasileira movimenta milhões e amplia debate sobre empregos

Na avaliação do dirigente sindical, a força do setor vai além das vagas criadas diretamente pelas mineradoras. A presença da atividade também influencia fornecedores, comércio, serviços e diferentes cadeias produtivas nos municípios onde os empreendimentos estão instalados.

“O IBRAM completa esse ano 50 anos, o Instituto Brasileiro de Mineração e o emprego é uma das pautas do Sindicato Metabase de Itabira, que eu também represento.”

Durante a entrevista ao Cidades & Minerais, Viana ressaltou que o sindicato representa trabalhadores de diferentes empresas do setor, incluindo Vale, Anglo American do Brasil, Canaã Mineração, Grupo Belmont, Herculano Mineração e outras.

Para ele, a Exposibram se tornou um espaço estratégico para aproximar trabalhadores, empresas, fornecedores e representantes da indústria mineral. A entidade levou ao evento uma comitiva formada por 33 diretores que atuam na mineração.

Sindicato Metabase de Itabira aposta em inclusão e transformação do setor

Com 81 anos de existência, o Sindicato Metabase de Itabira possui uma trajetória diretamente ligada à história da mineração brasileira. A entidade nasceu em Itabira, cidade onde também teve origem a Vale, e ampliou sua atuação ao longo das décadas. Atualmente, sua representação alcança mais de 30 municípios e inclui trabalhadores da ativa, aposentados, aposentadas e pensionistas ligados à mineração.

Viana também chamou atenção para as mudanças no perfil da mão de obra do setor. A entrada de mais mulheres em atividades tradicionalmente dominadas por homens é apontada por ele como uma transformação relevante. Na Vale, segundo o conselheiro, as mulheres já representam mais de 26% do quadro de empregados.

Para o dirigente, a expansão da participação feminina precisa caminhar junto com capacitação e formação técnica. Ele também relacionou o papel dos trabalhadores aos desafios impostos pela transição energética, pela eletrificação de veículos e pelo aumento da demanda por minerais estratégicos.

A participação sindical na Exposibram, segundo Viana, busca justamente ampliar esse diálogo. A proposta é aproximar quem trabalha diretamente nas operações das discussões que envolvem empresários, fornecedores, lideranças e instituições ligadas à mineração.

Ao defender esse espaço, o presidente do Metabase reforçou que o futuro da indústria mineral não deve ser discutido apenas sob a perspectiva de investimentos, produção e tecnologia, mas também considerando as pessoas responsáveis por colocar toda essa cadeia em funcionamento.