A empresa australiana Meteoric, especializada na exploração e desenvolvimento de minerais críticos, atualizou a estimativa de recursos minerais do Projeto Caldeira, localizado em Caldas, no Sul de Minas Gerais. O empreendimento tem como objetivo a produção de carbonato misto de terras raras a partir de depósitos de argila iônica, reconhecidos pelo menor impacto ambiental em relação a outros tipos de jazidas minerais.
Com a revisão, a estimativa global do depósito deverá crescer 6,7%, passando de 1,5 bilhão para 1,6 bilhão de toneladas de recursos minerais. Segundo a companhia, os novos dados fortalecem a base técnica necessária para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS), etapa fundamental para o avanço do projeto.
Além da ampliação do volume estimado, a atualização trouxe avanços significativos na qualidade das informações geológicas sobre a jazida. Os recursos classificados como medidos — categoria que representa o mais alto nível de confiança na indústria mineral — registraram um aumento de 246%, saltando de aproximadamente 37 milhões para 128 milhões de toneladas.
Campanha de sondagens amplia conhecimento sobre a jazida
De acordo com a Meteoric, o crescimento dos recursos medidos é resultado de uma extensa campanha de sondagens, que permitiu obter informações mais detalhadas sobre a localização, a continuidade e as características do minério.
“O avanço é resultado de uma ampla campanha de sondagens, que forneceu novas informações sobre a localização, a continuidade e as características do minério, permitindo aperfeiçoar o modelo geológico do Projeto Caldeira”, informou a companhia.
Na prática, o aumento dos recursos medidos significa que a empresa passou a conhecer com muito mais precisão uma parcela significativa do depósito mineral, reduzindo incertezas e contribuindo para o planejamento das futuras operações.
Segundo o CEO da Meteoric, Stuart Gale, a atualização representa um marco importante no desenvolvimento do empreendimento.
“O maior conhecimento geológico e metalúrgico da jazida fortalece a base técnica do projeto e permite um planejamento mais preciso da futura operação”, afirmou.
Ainda de acordo com o executivo, o aprofundamento das informações permitirá otimizar o sequenciamento da lavra, aprimorar o controle de qualidade do minério e aumentar a eficiência operacional.
“O Projeto Caldeira continua demonstrando seu potencial como um dos principais depósitos de argilas iônicas com terras raras do mundo, reunindo grande volume de recursos, altos teores e excelentes índices de recuperação, além de um amplo potencial de crescimento”, destacou Gale.
Terras raras ganham importância na transição energética
A Meteoric ressalta que os minerais produzidos no Projeto Caldeira são considerados estratégicos para a transição energética global e para a economia de baixo carbono.
As terras raras são utilizadas na fabricação de ímãs permanentes empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos e diversas outras tecnologias de alta complexidade e valor agregado.
As operações do empreendimento serão realizadas na zona rural de Caldas, em áreas afastadas dos centros urbanos. Segundo a empresa, o projeto seguirá rigorosos padrões ambientais, sociais e de governança (ESG), com foco na mineração responsável, na conservação dos recursos naturais e na geração de benefícios para as comunidades locais.


