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Licenciamento de barragem da Anglo American é liberado para retomada em Conceição do Mato Dentro

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) derrubou, na última sexta-feira (5), a suspensão que impedia o avanço do licenciamento ambiental da barragem da Anglo American em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas. A decisão, assinada pelo desembargador Edilson Olímpio, autoriza a mineradora a retomar os trâmites para análise de viabilidade ambiental do empreendimento.

O processo estava paralisado desde agosto, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) determinou a interrupção do licenciamento por unanimidade. A suspensão ocorreu devido às preocupações com a segurança da comunidade tradicional de São José do Arrudas, que vive na Zona de Autossalvamento (ZAS) da estrutura.

Empresa defende necessidade da obra

A Anglo American afirma que o segundo alteamento das estruturas em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas é essencial para manter suas operações e garantir empregos, arrecadação e desenvolvimento local.

Em nota, a mineradora destacou que o licenciamento segue “em consonância com o projeto original do empreendimento, desde 2008” e afirmou manter diálogo contínuo com o poder público e as comunidades atingidas para atender às exigências legais.

Contexto da suspensão

A paralisação imposta pelo TCE-MG se baseou na Lei Estadual nº 23.291/2019 — conhecida como “Mar de Lama Nunca Mais”, criada após as tragédias de Mariana e Brumadinho.

A decisão do conselheiro Agostinho Patrus condicionava o avanço do licenciamento ao reassentamento prévio das famílias em área de risco e ao cumprimento integral das normas ambientais.

A mineradora informou que possui um Plano de Reassentamento, com previsão de conclusão até 2028.

Repercussão política

A decisão do TJMG provocou reação imediata de autoridades políticas.

A deputada federal Duda Salabert (PDT) classificou a decisão como injusta e afirmou que os riscos socioambientais e a legislação estadual foram ignorados.

Já a vereadora Bella Gonçalves (PSOL) chamou a medida de “absurda” e “perigosa”, criticando a liberação do licenciamento antes do reassentamento da comunidade quilombola de Arrudas.

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