A gasolina começou 2026 em alta no Brasil, com aumento médio de 1,6%, passando de R$ 6,31 para R$ 6,41 o litro entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro. Os dados são do Monitor de Preço de Combustíveis, levantamento mensal realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
A elevação reflete principalmente os reajustes do ICMS em vigor desde 1º de janeiro e resultou em avanço generalizado nos preços dos combustíveis em todo o país. A alíquota específica do ICMS da gasolina foi reajustada para R$ 1,57 por litro, o que representa um aumento de 6,8%. Já o diesel teve elevação de 4,4%, com a alíquota passando de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro.
Rio Grande do Norte lidera altas da gasolina
Entre os estados, o Rio Grande do Norte apresentou a maior alta no preço da gasolina, com avanço de 9,9% (+R$ 0,59). Em seguida aparecem o Amapá, com aumento de 4,3% (+R$ 0,26), e Santa Catarina, onde o preço subiu 3% (+R$ 0,19), na comparação entre os períodos analisados.
O diesel S-10 também registrou aumento, com alta média de R$ 0,03 (+0,53%) no período. As maiores elevações foram observadas no Rio Grande do Norte, com 5,8% (+R$ 0,35), no Amapá, com 5,2% (+R$ 0,34), e em Roraima, com 3,3% (+R$ 0,22).
Já o etanol, apesar de não ter sido impactado por reajuste do ICMS, também ficou mais caro ao consumidor em razão de fatores sazonais. O combustível teve alta média de 2% no país (+R$ 0,09). O Rio Grande do Norte liderou as elevações, com aumento de 18,7% (+R$ 0,86) por litro, seguido por Pernambuco, com alta de 8,5% (+R$ 0,39), e Tocantins, com avanço de 6,6% (+R$ 0,33).


